Ciência: descubra o momento do dia em que você está mais criativo

Saiba como identificar seus momentos de criatividade e em quais situações sua imaginação fica mais fértil
Todo mundo tem um momento especial do dia em que se sente mais disposto e criativo. E alguns estudos, publicados pelo site Life Hacker, afirmam que é possível identificá-los.
Segundo o site, a criatividade foi ignorada pela ciência até a década de 1950, quando a Associação Americana de Psicologia JP Guilford sugeriu que o tema valeria alguns estudos. Desde então, a ciência criou algumas teorias sobre os momentos em que estamos mais criativos.
Uma delas sugere que a criatividade fica mais aguçada quando estamos sonolentos e cansados. Sim! A pesquisa aponta que o nosso cérebro gera soluções mais criativas para os problemas quando estamos com aquela sensação de moleza. Para alguns, isso acontece pela manhã, para outros durante a tarde ou a noite. Obviamente, o estudo afirma que cada organismo possui uma característica individual, portanto, o ideal é prestar atenção nestes três momentos e tentar identificar o seu.
Já outra pesquisa acredita que a bebida alcoólica explora a criatividade do ser humano. A ideia é a mesma da teoria anterior: quando você permite que seu cérebro relaxe, você consegue obter respostas mais criativas. Em outras palavras, esta sensação de sonolência, causada pela bebida e pelo cansaço, deixa a sua mente mais leve e, consequentemente, mais criativa.
Na mesma linha, uma teoria afirma que o cérebro continua buscando por soluções criativas quando você vai dormir com algum problema na cabeça. O estudo ainda diz que a criatividade entra em ação se, ao acordar, você retomar o assunto.
O oposto também já foi considerado eficaz. A prática do exercício físico pode ajudar quando o assunto é criatividade em alta. A teoria afirma que quando você se foca no seu corpo, você deixa sua mente mais livre para gerar ideias.
Uma outra pesquisa descobriu que quando a criatividade está relacionada a uma rotina, ela tende a aparecer na hora certa. Basicamente, o estudo sugere que se você for uma pessoa organizada, que sempre elabora listas de afazeres e segue sua agenda, você pode "decidir" o momento de ser criativo. Dessa forma, a primeira dica para conseguirmos gerar nosso próprio momento de criatividade é: seja organizado.
Outra dica é criar uma planilha onde você possa marcar os momentos e dias em que esteve mais criativo. Assim, é possível começar a identificar como o seu cérebro funciona e quais os momentos em que você pode contar com sua imaginação. Uma sugestão: use aplicativos que permitam inserir comentários em cada faixa de horário do dia, assim você terá ainda mais precisão. O "Rescue Time" te ajuda a descobrir como você tem utilizado o seu tempo e cria até gráficos com essas informações.
O Google Doc's Revision History também é um ótimo aliado nesta investigação de criatividade. Acessando o serviço, você clica em cima do arquivo que quer pesquisar, acessa "File" e, então, "Revision History". Lá você pode ver todas as maiores mudanças que fez em um documento e perceber em que momento da criação do arquivo você teve mais êxito.
Uma sugestão simples e que também dá bastante resultado é anotar o horário em que você teve uma ideia. Anote em um bloquinho ou post it e coloque a hora exata. Com o tempo, analise as "eurekas" e tente identificar em qual momento do dia você esteve mais propenso à criatividade. O app para iOS e Android, chamado "Moment Diary", é ideal para isso.
A criatividade pode ser bastante irregular. Mas, com as dicas acima, dá para começar a entender como a sua funciona. Seja em uma corrida pela manhã, soneca à tarde ou uma bebedeira com os amigos, todo mundo tem um momento certo para criar e solucionar os problemas que, às vezes, nos parecem impossíveis.
Quais são os maiores erros cometidos durante uma entrevista de trabalho?

Falar mal dos empregos anteriores, usar roupas inapropriadas, atender telefone ou mostrar desinteresse podem ser fatores determinantes
Uma pesquisa realizada com mais de 3 mil gerentes e profissionais de recursos humanos, publicada pela revista Forbes, teve como objetivo entender quais são os maiores erros que os candidatos cometem durante uma entrevista de emprego.
O clima de testes e entrevistas pode causar estresse e até justificar algumas gafes. Porém, segundo o estudo, o nervosismo pela falta de preparação é culpa do próprio candidato, que precisa fazer a "lição de casa" antes de se oferecer para alguma vaga.
A vice-presidente do site de empregos CareerBuilder, Rosemary Haefner, diz que é comum candidatos ficarem ansiosos e não conseguirem expor o melhor de si. Por outro lado, existem pessoas que são confiantes e articuladas, mas não pesquisam nada sobre a organização e perdem pontos. Outro grande erro, de acordo com a executiva, é referir a si mesmo usando a terceira pessoa ou usar roupas inapropriadas. Estes detalhes podem se tornar fatores determinantes na hora da escolha.
Além disso, segundo a executiva, atender uma chamada ou responder a uma mensagem de texto durante a entrevista é um dos maiores motivos de eliminação do candidato no processo seletivo. Rosemary ainda afirmou que a falta de interesse da pessoa também é um dos fatores que mais influenciam na escolha do candidato.
Falar sobre coisas negativas de seu trabalho atual ou empregos anteriores também são considerados erros imperdoáveis. Fora isso, a arrogância e até o chiclete durante o bate-papo podem acabar com as chances do candidato. "Falar mal de antigos ou atuais chefes e colegas de trabalho é péssimo. O candidato é visto como pouco profissional ou, ainda, poderá dar a impressão de que não consegue construir relações positivas com seus colegas. Se você teve uma experiência negativa em algum emprego, fale apenas sobre o que você aprendeu com os desafios", diz Rosemary.
A executiva comenta que é importante praticar o discurso para permanecer calmo e focado. Além disso, é extremamente necessário chegar pontualmente na entrevista. Ela ainda sugere: faça exercícios antes da entrevista, coma direito, saia bem antes do horário marcado e, quando estiver lá, deixe que sua personalidade, profissionalismo e habilidades falem mais alto.
"Lembre-se que o empregador não está contratando apenas uma lista de habilidades e realizações, ele está contratando a pessoa por inteiro: sua personalidade, currículo, pensamento crítico e habilidade criativa. A impressão que você passa durante a entrevista será, na maioria das vezes, um fator determinante na hora da escolha", concluiu.
Dica 1 – Avalie se há real interesse em mudar de emprego
Entenda: Quando você participa de um processo de seleção para uma vaga deixa subentendido para o mercado que está interessado em deixar o atual emprego, se não estiver desempregado
Dica 2 – Seja transparente nas informações
Entenda: Ao falar sobre questões delicadas, como salário, você deve se preocupar em esclarecer detalhes, como se as informações são sobre a remuneração total, incluindo benefícios e bônus, ou apenas o salário. O mesmo para a pretensão salarial.
Dica 3 – Conheça a empresa contratante
Entenda: Entender o negócio da empresa representa um diferencial no momento das entrevistas
Dica 4 – Lembre que a entrevista é uma via de mão dupla
Entenda: Perguntar no momento da entrevista pessoal e tirar dúvidas sobre o cargo para o qual você está concorrendo demonstra interesse pela vaga e permite melhor entendimento sobre as atribuições e responsabilidades do cargo.
Dica 5 - Leve referências profissionais
Entenda: Oferecer três ou mais contatos de pessoas com quem você tenha se relacionado profissionalmente ajuda o contratante a saber mais detalhes sobre o perfil profissional
Dica 6 – Expresse sua opinião sobre cada etapa do processo
Entenda: O feedback (dizer o que está sentindo) é importante, pois o recrutador conseguirá entender sua motivação do profissional com o processo e passar algumas dicas para as próximas etapas
Dica 7 – Deixe uma boa impressão na hora da entrevista
Entenda: A consultoria elaborou uma lista de preocupações que você deve ter no momento da entrevista pessoal para deixar uma boa impressão: seja pontual; cumprimente o entrevistador com um aperto de mão firme; mantenha contato visual com o entrevistador; não exagere no perfume; informe-se sobre o traje usual da empresa e tente adaptar-se a ele; não fale mal de seu atual ou antigo empregador; não revele informações confidenciais sobre as empresas em que trabalhou; seja sincero quanto aos motivos de saída do antigo emprego; e demonstre entusiasmo.
Estudo da Universidade de Harvard indica: "trabalhe menos para trabalhar melhor"
Pesquisa feita durante quatro anos indica que empregados que se forçam a trabalhar além do horário produzem menos do que quem tira folgas
Uma pesquisa recente desenvolvida em conjunto pela Harvard University e o Boston Consulting Group (BCG) indica que, para que as pessoas possam exercer bem sua função profissional, é necessário dedicar alguns finais de semana para você mesmo, longe de laptops e trabalhos home office.
12 times de consultoria do BCG foram entrevistados no estudo. Cada equipe deveria fazer previsões de folga entre si - e, naturalmente, tirar tais folgas. O resultado, segundo Leslie Perlow, líder da pesquia em Harvard, foi que "praticamente tivemos que forçar alguns profissionais a ficar longe do trabalho".
Para os pesquisadores, o resultado das folgas "forçadas" fizeram com que os times se comunicassem melhor durante o expediente, compartilhando mais confidências e criando relações mais fortes de trabalho. O método de estudo também aprimorou a capacidade de planejamento estratégico e antecipação de situações, o que implica em melhora no atendimento a clientes, por exemplo.
De acordo com matéria do Wall Street Journal, o resultado agradou tanto o Boston Consulting Group que o escritório pretende adotar esse método em sua sede e também em projetos internacionais: "Isso realmente muda a forma como trabalhamos", disse.
USP é universidade que mais forma doutores no mundo
A Universidade de São Paulo (USP) é a universidade que mais forma doutores mundialmente. A constatação é do Ranking Acadêmico de Universidades do Mundo (ARWU, na sigla em inglês) por indicadores, elaborado pelo Centro de Universidades de Classe Mundial (CWCU) e pelo Instituto de Educação Superior da Universidade Jiao Tong, em Xangai, na China, que aponta a universidade paulista como a primeira colocada em número de doutorados defendidos entre 682 instituições globais.
http://www.shanghairanking.com/Ranking-Lab/indicator.jsp?param=dda
O ranking também indica a USP como a terceira colocada em verba anual para pesquisa, entre 637 universidades, além de a quinta em número de artigos científicos publicados, entre 1.181 instituições em todo o mundo, e a 21ª em porcentagem de professores com doutorado em um universo de 286 universidades.
Na avaliação de Vahan Agopyan, pró-reitor de Pós-Graduação da USP e membro do Conselho Superior da FAPESP, a liderança mundial na formação de doutores, apontada pelo levantamento global, deve-se à tradição da pós-graduação da USP no Brasil.
Em 1965, quando foram definidas as novas diretrizes da pós-graduação no país, baseadas no trabalho de Newton Sucupira (1920-2007) – responsável pela criação do Conselho Federal de Educação, atualmente Conselho Nacional de Educação – a USP já possuía um número muito expressivo de docentes com doutorado, e se destacou como a universidade que viria a suprir a demanda do país por mestres e doutores.
“Nas décadas de 1970 e 1980, praticamente metade dos doutorados no Brasil eram realizados na USP, e hoje mais de 20% dos pós-graduandos no país também obtém o título de doutor aqui. Isso permitiu que a universidade se tornasse um grande centro mundial de pós-graduação, agora confirmado por esse ranking internacional”, disse Agopyan à Agência FAPESP.
Nos últimos dez anos tem diminuído o número de mestrandos e de doutorandos na USP. Em 2011, pela primeira vez o número de doutorandos na universidade, que celebrou em agosto a concessão de 100 mil títulos de pós-graduação, foi maior que o de mestrandos.
“É um reflexo do aumento no número de programas de mestrado oferecidos em todo o país. Em função disso, os pós-graduandos estão preferindo realizar mestrado em sua própria região e procuram a USP para fazer doutorado ou alguma outra atividade mais especial”, avaliou Agopyan.
Por outro lado, o número de estudantes de pós-graduação da USP tem se mantido estável nos últimos anos. Atualmente, a universidade conta com cerca de 23 mil alunos de pós-graduação stricto-sensu e titulou 2.192 doutores e 3.376 mestres em 2011 – números que oscilaram pouco nos últimos 15 anos.
“Nós já somos grandes e estamos trabalhando no máximo da nossa capacidade há vários anos. Cada um dos nossos docentes tem, em média, mais de cinco orientandos, que é um número elevadíssimo”, afirmou Agopyan.
Segundo o pró-reitor, esse fenômeno também é comum às principais universidades no mundo, como as norte-americanas, europeias e chinesas listadas no ranking, cujo número de pós-graduandos também está bastante estável e seus programas de pós-graduação operam no limite de suas capacidades.
Um dos fatores atribuídos por Agopyan para a USP continuar liderando a formação de doutores é a atuação da universidade em todas as áreas do conhecimento, sendo que as universidades no exterior normalmente têm algumas áreas de especialidade. “Somos uma instituição pluridisciplinar”, destacou.
Na avaliação de Agopyan, o desafio agora é ser não apenas a maior, mas a melhor em formação de doutores no mundo. Para isso, a USP tem buscado padrões internacionais de qualidade, por meio da promoção da mobilidade de seus docentes e alunos para outros países, da avaliação e do apoio aos seus programas de pós-graduação. “Não queremos apenas quantidade, mas sim qualidade”, afirmou.
A FAPESP desembolsou R$ 277,3 milhões em 2010 com Bolsas no país, dentro de seu Programa de Bolsas. Desse total, por vínculo institucional do pesquisador responsável pelo projeto ou do bolsista, a USP recebeu R$ 132,7 milhões (ou 47,87%). Em 2010, a FAPESP concedeu 1.362 bolsas de Doutorado e Doutorado Direto.
Destaques das universidades paulistas
Além da USP, o ranking elaborado pela CWCU apontou a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) como a 38ª colocada em número de doutorados defendidos, a 138ª em número de artigos publicados e a 62ª em percentual de professores com doutorado.
Por sua vez, a Universidade Estadual Paulista (Unesp) obteve a 55ª posição em doutorados concedidos, a 150ª colocação em número de artigos publicados e o 31º lugar em percentual de professores com título de doutor.
Um outro ranking divulgado em janeiro, o Web of the World Universities, conhecido como Webometrics, que mede a visibilidade das universidades nos principais mecanismos de busca da internet, apontou a USP como a 20ª colocada e a primeira da América Latina, seguida na região pela Universidade Nacional Autônoma do México, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul e a Unesp. A Unicamp obteve a 9ª colocação entre as universidades latino-americanas.
http://www.webometrics.info/top12000.asp
Outras universidades brasileiras que figuram entre as dez mais bem colocadas no ranking latino americano são a Universidade Federal de Santa Catarina, a Universidade Federal do Rio de Janeiro, a Universidade de Brasília e a Universidade Federal do Paraná.
Fast Company anuncia empresas mais inovadoras do mundo e inclui brasileiras

Revista norte-americana cria ranking específico para empresas do Brasil que mais inovaram em 2011
A Fast Company anunciou a lista das 50 empresas mais inovadoras do planeta. Além de nomes conhecidos, como Apple (primeira colocada), Facebook (2ª) e Google (3ª), a empresa incluiu também algumas companhias brasileiras no seu ranking.
Em 33º no ranking geral, aparece a Bug Agentes Biológicos, a primeira brasileira da lista. A empresa, que tem sede em Piracicaba, no interior de São Paulo, foi lembrada pelo uso de alternativas naturais aos tradicionais pesticidas, contribuindo assim para o meio ambiente.
Já a Boo-box, considerada pioneira na América Latina na venda de anúncios publicitários em redes sociais, aparece na 45ª posição geral.
Além do ranking geral, a Fast Company também reservou um espaço específico para companhias brasileiras. As duas anteriormente citadas aparecem no topo da lista, que também conta com o Grupo EBX, de Eike Batista; a Stefanini, do mercado de TI, que expandiu seus negócios para a Ásia; e a Embraer, uma das principais fabricantes de aeronaves do mundo.
Outras empresas brasileiras que completam as 10 mais inovadoras do país são a Petrobras, Predicta, F*Hits, Apontador e Vostu.
A lista completa das 50 mais:
http://www.fastcompany.com/most-innovative-companies/2012/full-list
As 10 mais, por país:
http://www.fastcompany.com/most-innovative-companies/2012/industry/brazil
Como se pode saber quando cai o carnaval de cada ano?
O primeiro passo é descobrir quando cai o domingo de Páscoa: é sempre o primeiro domingo após a primeira lua cheia do outono no hemisfério sul ou da primavera no européia. Determinada esta data, retrocede-se 46 dias no calendário – quarenta dias da Quaresma e mais 6 da Semana Santa – e chega-se a Quarta-feira de Cinzas. Os três dias anteriores correspondem ao período do Carnaval.
A palavra vem do latim carmen levare ou carnelevarium, que quer dizer "livrar-se da carne" e tem a ver com o fato de que na Quaresma os primeiros cristãos se abstinham de comer carne.
Primeiro satélite brasileiro completa 19 anos em operação
Ao completar 19 anos em órbita, no dia 9 de fevereiro, o SCD-1 terá dado 100.274 voltas ao redor da Terra e percorrido uma distância de 4,5 bilhões de quilômetros, o que corresponde a 5.910 viagens de ida e volta à Lua. Primeiro satélite desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o SCD-1 se mantém operacional e retransmitindo informações para a previsão do tempo e monitoramento das bacias hidrográficas, entre outras aplicações.
O lançamento do SCD-1 pelo foguete americano Pegasus, em 1993, foi o início da operação do Sistema de Coleta de Dados Brasileiro, agora chamado de Sistema Nacional de Dados Ambientais (SINDA). O sistema é baseado em satélites de órbita baixa que retransmitem a um centro de missão as informações ambientais recebidas de um grande número de plataformas de coleta de dados (PCDs) espalhadas pelo Brasil.
Este sistema fornece dados para instituições nacionais governamentais e do setor privado que desenvolvem aplicações e pesquisas em diferentes áreas, como previsão meteorológica e climática, estudo da química da atmosfera, controle da poluição e avaliação do potencial de energias renováveis.
SINDA
O satélite capta os sinais das PCDs instaladas por todo o território nacional e os envia para a estação de recepção e processamento do Inpe em Cuiabá (MT). Depois os dados são transmitidos para o Inpe Nordeste, o centro regional do Instituto localizado em Natal (RN), onde são processados e distribuídos aos usuários a partir do endereço http://sinda.crn2.inpe.br/" target="_blank">http://sinda.crn2.Inpe.br. Atualmente, o sistema é composto pelos satélites SCD-1 e SCD-2, este lançado em 1998.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sat%C3%A9lite_de_Coleta_de_Dados_1
Fracassar é primeira lição para aspirantes a líder

Reitor da escola de negócios e empreendedorismo do MIT fala sobre o método de formação de lideranças que a instituição aperfeiçoa há 150 anos.

David Schmittlein: "Grandes negócios e projetos precisam de propósito e paixão." (MIT/Divulgação)
Há cinco anos à frente da Sloan School of Management, unidade do prestigiado Massachusetts Institute of Technology (MIT), o americano David Schmittlein tem uma incumbência nada trivial: preparar líderes empreendedores e inovadores para o século XXI – sejam eles empresários, administradores públicos ou inventores. E Schimittlein tem um método para cumprir sua missão. O primeiro ponto é oferecer a pós-graduandos de mais de 60 países que estudam na instituição uma convivência intensa com pesquisadores e empresários. "Tudo isso faz com que o embrião de uma futura grande empresa nasça aqui mesmo, dentro do campus", diz. Outro ponto do método é ensinar aos aspirantes que o líder deste século não dá ordens, mas, sim, convence. "O líder agora precisa fazer com que as pessoas entendam o propósito de uma empresa ou de um projeto. E precisa envolvê-las nisso." Por último, mas não menos importante, o método da escola do MIT prega que fracassar é parte do aprendizado dos que ousam. "Os líderes aprendem mais com os erros do que com os acertos e estão seguros de que, mesmo se falharem, serão valorizados no mercado", afirma o reitor. De olho em parcerias com o Brasil que possibilitem troca de conhecimento, Schmittlein concedeu a seguinte entrevista a VEJA:
MIT, a universidade das soluções
Como a MIT Sloan School of Management ensina liderança, empreendedorismo e inovação a seus alunos?
Um quesito indispensável para o MIT é a experiência prática, porque o essencial não pode ser ensinado apenas em aulas teóricas. Recebemos empresários em nosso campus, que convivem conosco e com nossos alunos por algum tempo. Também mantemos uma relação próxima com startups (as nascentes empresas de inovação), que transmitem conhecimento a nossos estudantes. Outro aspecto que classifico como fundamental é a interação entre as diversas escolas do MIT. Estudantes, professores e pesquisadores de todas as partes estão criando empresas a todo momento. Criamos competições dentro do campus para que os alunos apresentem suas criações e existem empresas que oferecem o suporte financeiro para isso. Tudo isso faz com que o embrião de uma futura grande empresa nasça aqui mesmo, dentro do campus.
No Brasil, empreendedorismo, liderança e inovação parecem temas novos à maioria das universidades. Como o senhor vê esse processo nos Estados Unidos?
Encorajar o empreendedorismo, a inovação e a liderança fazem parte do MIT desde sua fundação. Há 150 anos fazemos o mesmo trabalho. Por outro lado, acredito que, em outras universidades dos Estados Unidos e do mundo, cresce a ideia de que as universidades não devem se preocupar apenas com a formação intelectual de seus alunos: elas precisam criar atividades econômicas. Precisam estabelecer uma ponte entre as ideias que nascem dentro do campus e o mundo fora dele. As formas de fazer negócio estão sendo alteradas muito rapidamente e, por isso, a responsabilidade da universidade hoje é muito maior do que antes: ela precisa preparar seus estudantes para esse novo mundo.
Por que empreender, liderar e inovar são três conceitos tão importantes para o século XXI?
Eles criam atividades econômicas. O resultado disso são empregos, oportunidades e mobilidade social. Isso significa novas oportunidades para cada vez mais gente. Por isso, acredito que tratar desses assuntos seja tão importante, principalmente no tempo em que vivemos. Atravessamos um momento de crise mundial em que a criação de emprego se faz necessária. E economias emergentes, como o Brasil, precisam de grandes oportunidades e uma intensa atividade econômica para crescer de maneira sustentada.
Quais as condições ideais para encorajar futuros líderes?
O primeiro passo é atrair o tipo certo de estudante – aqueles que realmente querem desenvolver algo que já têm dentro de si. Outra coisa importante é desenvolver nessas pessoas a habilidade de lidar com o fracasso. Empreendedores falham a todo o momento. Os líderes aprendem mais com os erros do que com os acertos e estão seguros de que, mesmo se falharem, serão valorizados no mercado. Portanto, é preciso oferecer muitas oportunidades para os estudantes e proporcionar experiências complexas e incomuns para que possam aprender de verdade.
Qual o perfil dos alunos do MIT Sloan?
Acho que isso não chega a ser uma surpresa, mas eles são muito inteligentes! Eles têm um histórico acadêmico muito forte e possuem boas notas nos testes de admissão. Mas eles também são pessoas que gostam de se relacionar com os outros, são bons comunicadores e sabem prestar atenção ao que acontece ao seu redor. São pessoas corajosas, dispostas a transformar.
Muitos jovens brasileiros que encabeçam empreendimentos apresentam uma característica em comum: eles buscam negócios que deem lucro e, ao mesmo tempo, resolvam problemas de suas comunidades. É possível aliar rentabilidade e ação social?
Sim, é possível aliar as duas coisas. Essa é uma demanda da sociedade. Acho que o ponto crucial é ter um propósito. Grandes empresas e projetos precisam de propósito e paixão. Geralmente, as pessoas jovens conseguem unir essas duas coisas. Quando chegam à universidade ou estão saindo delas, é fundamental que tenham esse senso de urgência. Esse desejo de fazer algo pela comunidade é algo muito respeitado dentro das empresas hoje em dia.
Que diferenças o senhor vê entre os líderes do passado e os de agora?
Liderança hoje não significa mais dizer às pessoas o que elas precisam fazer, como acontecia antigamente. O líder agora precisa fazer com que as pessoas entendam o propósito de uma empresa ou de um projeto. E precisa envolvê-las nisso. O líder precisa fazer essas pessoas compreenderem que também são líderes, em alguma medida.
Como o senhor vê o Brasil em termos de empreendedorismo e inovação?
O Brasil, como outras economias emergentes, têm feito emergirem importantes empresas, grandes e pequenas. Tenho visto companhias promovendo novas tecnologias, principalmente na área de agricultura. O Brasil tem um grande potencial de inovação e todo o mundo já despertou para isso.
Recentemente, o MIT Sloan anunciou uma parceria com uma escola de negócios da Rússia. O senhor está interessado em parcerias semelhantes com o Brasil?
Sim. Estamos interessados em conhecer a dinâmica de economias emergentes. Tenho muitos amigos à frente de diversas instituições de ensino no Brasil. Mas ainda não encontramos um possiblidade de realmente fazer a diferença no Brasil, de aprender e também levar conhecimento. Foi isso o que nos levou à Rússia: um projeto de mútuo aprendizado. Queremos fazer a diferença nos lugares aonde vamos. Até esse momento, nossas atividades em parceria com o Brasil estão restritas a projetos conjuntos com a mineradora Vale. Ao invés de procurar uma única instituição, acabamos mantendo contato com várias dela por intermédio da Vale. Esse não a maneira ideal de trabalhar intensamente com uma única universidade, mas é uma boa forma de ter contato com diversas instituições.
O senhor trabalhou durante muito tempo na inciativa privada, tendo passagens por importantes multinacionais. Como o senhor vê a interação entre empresa e universidade?
O contato com as empresas é necessário quando falamos em financiamento de projetos. O investimento governamental no ensino superior está estagnado na maioria dos países. Então, precisamos da iniciativa privada para que possamos apostar em pesquisa e desenvolvimento. Além disso, as empresas têm uma experiência de mundo muito importante para os alunos. Elas estão expostas a diferentes culturas e relações comerciais. Isso é precioso para as escolas de negócios, como a nossa. Mas a universidade também precisa estar atenta porque eventualmente existem empresas que não têm os valores que a universidade busca e não estão interessadas numa relação de troca. É preciso atenção, mas sem dúvida é uma parceria indispensável. Construir um muro ao redor da universidade certamente não é a melhor saída.
Pesquisa mostra que brasileiro é quem mais usa TV móvel
Na semana passada a Motorola Mobility provou que a TV móvel é realidade no mercado brasileiro desde o ano passado, e que os brasileiros são os consumidores que mais usam dispositivos móveis para ver TV na América Latina. A afirmação tem base nos resultados da terceira edição do Barômetro de Engajamento de Mídia, um estudo global que identifica os hábitos de consumo de vídeo dos telespectadores, com base nas respostas de 9 mil consumidores em 16 mercados.

Sintonizador de TV Digital (Foto: Reprodução)
Segundo a pesquisa, serviços em nuvem, casas conectadas (automação residencial) e TV móvel tiveram um aumento significativo, mostrando que 34% dos brasileiros mantêm o hábito de usar TV móvel, seguido por 25% dos argentinos e 19% no México. A taxa do consumidor brasileiro chega bem próximo da média global, de 37%.
Quando o assunto é dispositivo móvel, os laptops lideram disparado o mercado brasileiro, com quase 60% dos consumidores. Porém, os smartphones tem ganhado espaço gradativamente e já ocupa o segundo lugar na lista.
A pesquisa da Motorola ainda mostra que os serviços de nuvem também começaram a se popularizar mais entre os consumidores brasileiros. Segundo o estudo, cerca de 75% das pessoas têm interesse em um serviço que permita acesso aos seus dados pessoais (tais como vídeos, fotos e outros documentos) em qualquer dispositivo e de qualquer lugar. Esta estatística no Brasil deve crescer ainda mais, impulsionado por serviços de vídeo e música, já que 64% dos entrevistados responderam que tiveram de apagar os dados antigos de seus aparelhos por não terem mais espaço de armazenamento.
"Pen drive" conecta tablets e celulares Android à TV com qualidade HD
O estudo da Motorola deve agitar o mercado de dispositivos móveis, já que a pesquisa foi divulgada na mesma semana em que o Google anuncia que deve lançar seu serviço de armazenamento em nuvem em breve. Ao mesmo tempo, a empresa recebe a aprovação da Comissão Europeia e do Departamento de Justiça Americano para o processo de aquisição da Motorola.
Porto Digital: conheça o pólo tecnológico da região Nordeste

Zona portuária do Recife abriga empresas de tecnologia há 12 anos, e participantes são detentores de vários prêmios em nível mundial
É certo chamar uma iniciativa que une o governo, a iniciativa privada e o setor acadêmico, que é vencedora do Prêmio em Excelência de Inovação em Gestão Pública e concorrente do prêmio Greenbest 2012, de "popular"? A resposta mais razoável seria "sim". Entretanto, há casos em que, independentemente de todas as congratulações recebidas, projetos continuam desconhecidos para além de suas fronteiras.
Este é o caso do Porto Digital, um projeto que já existe há 12 anos, que não só é o objeto de todas as menções acima, como também promoveu uma revitalização completa na zona portuária do Recife, capital pernambucana - antes, uma área mal aproveitada, semi-abandonada. A equipe do Olhar Digital teve a oportunidade de conversar com Joana Sampaio, coordenadora do projeto, para que ela nos falasse um pouco mais sobre o que é e como foi concebido o Porto Digital.
"Desde sua criação, em julho de 2000, o Porto Digital tem investimento do Governo do Estado de Pernambuco, além de um montante vindo de empresas privadas do setor de TI e também de universidades locais. Foram aproximadamente R$ 90 milhões investidos na reforma da zona portuária da capital e na criação do que hoje se conhece como o parque tecnológico 'Porto Digital'", explica Sampaio. "Hoje, o porto abriga centenas de empresas do ramo tecnológico, usufruindo dos recursos criados a partir da revitalização dos 40 mil m² do local".

Qualquer projeto criado dentro do Porto tem auxílio em logística, distribuição de recursos e ajuda financeira. Por causa disso, o Porto Digital já perdura por mais de uma década gerando cerca de 6 mil empregos em quatro centros de pesquisa de tecnologia, quatro multinacionais, além das startups que também estão sediadas ou possuem escritórios no parque.
Para capacitar a zona portuária para essa finalidade, Sampaio conta que foram necessárias revisões na estrutura primária: os idealizadores do projeto mexeram em cabeamento, fiação elétrica e outros fatores básicos, atualizando tudo para padrões mais modernos. Depois, foi necessária a instalação de fibras ópticas (8 quilômetros em 100 hectares) e a implantação de 26 quilômetros de dutos de ventilação e saneamento.

Na maior parte, as empresas que estão instaladas no parque são voltadas para o desenvolvimento de software para gestão empresarial, soluções para o mercado financeiro e para a área de saúde, mas também há startups que desenvolvem games, sites e intranets empresariais e ainda controle de trânsito e mecanismos de segurança patrimonial. Grandes empresas como Microsoft, IBM, Samsung e Motorola possuem bases instaladas no parque, sendo que a Motorola mantém o único centro de verificação e integração de teste de software para celulares da marca no mundo - um investimento de US$ 20 milhões da fabricante estadunidense.
De acordo com um estudo feito em 2010, o Porto Digital fatura quase R$ 900 milhões por ano, engloba quase 500 empreendedores em seu parque e paga salários acima de R$ 2,5 mil. A maior parte de sua mão de obra possui ensino superior e pelo menos um segundo idioma. Atualmente, o Porto Digital se caracteriza por oferecer alta taxa de empregos ao público jovem: 35% dos trabalhadores de lá têm entre 17 e 25 anos.
No parque, a maior parte das companhias atua na oferta de serviços de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) - são 147 empresas neste setor, das pouco mais de 200 que têm base no pólo. Vale ressaltar: 89% das empresas no Porto Digital são matrizes.
Marilia Souto Maior de Lima, co-fundadora e CEO da Silicon Reef, diz que o Porto Digital foi bastante importante para o desenvolvimento da sua empresa. A startup dela atua no segmento de projetos de hardware. Especificamente, na captura de energias naturais, como a solar, e no emprego dela em circuitos eletrônicos integrados: "Nós começamos na universidade, dentro de um grupo de pesquisa. Depois de alguns anos, entramos para o C.E.S.A.R, uma incubadora de empresas dentro do Porto Digital, o que nos auxiliou na hora de estabelecer um negócio próprio". Ela diz que o Porto Digital ofereceu suporte em todas as áreas: capacitação profissional, seleção e montagem de infraestrutura e até ajudou na abertura de um escritório em São Paulo.
"Embora nosso segmento seja muito específico, o que, na maior parte dos casos, nos isole de parcerias ou trabalhos em conjunto, é inegável que o Porto nos ajudou muito no estabelecimento da Silicon Reef", diz.
João Paulo Oliveira, sócio-fundador da Proativa Soluções, concorda com ela. O empresário atua fora do Porto, mas trabalha continuamente com as empresas instaladas no parque tecnológico de Recife. "[O Porto Digital] tem uma cultura empreendedora. Lá, respira-se tecnologia de todo tipo, além de existir uma ênfase em fomento, auxílio ao pequeno empresário. Definitivamente, é um dos corações tecnológicos do Brasil".
Seria o Porto Digital a versão brasileira do Vale do Silício, na Califórnia? Rindo, Joana Sampaio, coordenadora do projeto, diz que não é para tanto, mas "estamos só começando". E você? Acha justa essa comparação? Já conhecia o Porto Digital?
Wikipedia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Porto_Digital
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Ensino a distância: veja respostas para as dúvidas mais frequentes Assim como o presencial, o curso a distância tem provas, exercícios, notas mínimas e repetência CONCEITO O que é ensino a distância? Segundo a Abed (Associação Brasileira de Ensino a Distância), fazem parte do ensino a distância (EAD) os cursos nos quais mais de 70% do conteúdo é desenvolvido por meio de atividades que não exigem que aluno e professor estejam no mesmo espaço, na mesma hora. O material pode chegar ao estudante por diversos meios, como rádio, satélite, correio ou internet –recurso mais comum atualmente. Quem pode fazer EAD? Não há restrições em relação ao perfil do aluno. Assim como em cursos presenciais, porém, os cursos a distância têm pré-requisitos segundo o nível de escolaridade: para fazer uma graduação é preciso ter concluído o ensino médio, por exemplo. Além disso, o aluno precisa ter acesso à infraestrutura mínima exigida pela instituição, como computador ou telefone. Um curso a distância é mais fácil que um presencial? Não. Os cursos a distância, assim como os presenciais, têm exames, trabalhos, frequência, notas mínimas e repetência, exigindo tempo e dedicação. Para muito estudantes, contudo, a modalidade é mais fácil porque oferece mais liberdade para estudar em um ritmo diferente do tradicional. Quais as vantagens de se fazer um curso a distância? De maneira geral, as três principais vantagens são: montar a própria rotina de estudos, dedicando-se às aulas nos horários mais convenientes ao aluno; economizar tempo ou dinheiro com o deslocamento até a instituição de ensino; pagar um preço mais baixo pelo curso. Que tipo de cursos são oferecidos nesta modalidade? É possível fazer cursos a distância em quase todos os níveis de ensino: médio e técnico, graduação, especialização e cursos profissionalizantes. Existe também uma ampla oferta de cursos livres, como os preparatórios para concursos, cursos de idiomas e corporativos. Ver em tamanho maior em busca de novos conhecimentos? Veja as aulas mais curiosas do EADFoto 1 de 18 - Como organizar e higienizar banheiros Preciso mostrar algum diploma para fazer EAD? Em geral, sim. Assim como na versão presencial, se a intenção é fazer um curso superior, é preciso apresentar o diploma de conclusão do ensino médio; se o interesse é por uma pós-graduação, o candidato deve comprovar que tem nível superior. Já os pré-requisitos para cursos livres variam de acordo com cada instituição, que pode, por exemplo, exigir que o aluno seja apenas alfabetizado. Como verificar se um curso está regular no MEC? O MEC mantém uma lista oficial de instituições de ensino autorizadas a oferecer cursos de graducação e de pós-graduação lato sensu, que pode ser consultada em seu site. O sistema de busca funciona por município. Cursos a distância são mais baratos? Sim. Por exigirem menos infraestrutura, geralmente os cursos a distância têm preços mais baixos do que os seus correspondentes presenciais. Em uma mesma instituição, o valor para a modalidade a distância chega a ser 75% menor, segundo levantamento feito pelo consultor João Vianney, da Abed. DIPLOMA Um diploma de EAD tem o mesmo valor dos demais? Sim. Desde 1996 a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) prevê a existência de cursos a distância para a educação básica e superior (ensino médio, técnico, graduação e pós-graduação) e determina que seus diplomas tenham o mesmo valor que dos presenciais. O diploma especifica que o curso foi feito a distância? Não. Como o diploma obtido em um curso a distância tem o mesmo valor legal daquele obtido em aulas presenciais, não há nada no documento que diferencie um e outro. O diploma de EAD também é válido em concursos públicos? Sim, tanto quanto o diploma de curso presencial. Entretanto, ainda é possível encontrar editais que tentam excluir os candidatos formados por EAD. Como essa diferenciação não encontra amparo legal, nos últimos anos os editais que fazem essa exigência têm tido a cláusula anulada judicialmente. MERCADO DE TRABALHO Na hora de procurar emprego, há discriminação por parte das empresas? Em geral, não. Embora alguns setores da sociedade ainda mantenham preconceito em relação a profissionais graduados a distância, a resistência das empresas está cada vez menor, garante Constantino Cavalheiro, diretor da Catho Educação. Para ele, muitas corporações já encaram a modalidade como um diferencial positivo do currículo. “Para fazer um curso a distância, o aluno deve desenvolver algumas características que o mercado julga essenciais, como iniciativa, disciplina, organização, conhecimento de tecnologias e planejamento”, afirma. É preciso explicitar em uma entrevista de emprego ou no currículo a modalidade de formação? Não. O que importa são os conhecimentos adquiridos durante o curso, não a modalidade por meio da qual eles foram obtidos. “A preocupação [do contratante] deve estar sempre voltada para reputação da instituição, grade curricular do curso, qualidade dos professores, tecnologias utilizadas e capacitação para o mercado de trabalho”, diz Constantino Cavalheiro, da Catho Educação. No entanto, se o entrevistador perguntar, não omita a informação e explique os motivos que o levaram a escolher o ensino a distância. Quem fez EAD ganha menos do que quem fez cursos presenciais? Não. O estudo "A Educação Profissional e Você no Mercado de Trabalho", publicado em 2010 pelo professor da FGV (Fundação Getulio Vargas) Marcelo Neri, mostrou que alunos que completaram o ensino técnico presencial e a distância tinham a mesma média salarial. ESTRUTURA DE ENSINO Ensino a distância tem prova? Sim. Por lei, todos os alunos de cursos da educação básica e superior (ensino médio, técnico, graduação e pós-graduação) têm que se submeter a exames presenciais regulares. Quem não atinge a média é reprovado, precisa cursar a disciplina mais uma vez e, depois, refazer a prova. Em cursos livres não existe essa obrigatoriedade, mas é comum as instituições de ensino concederem o certificado apenas ao estudante aprovado em exame presencial. Se o curso é a distância, por que é preciso assistir a aulas presenciais? Uma portaria do MEC determina que, mesmo no ensino a distância, ao menos 20% da carga horária da graduação seja feita de modo presencial. Entre as atividades presenciais obrigatórias estão estágios, práticas em laboratórios e defesa do trabalho de conclusão de curso. Para estudar, é preciso ter um computador muito potente ou entender muito de informática? Não. Um computador com configurações básicas e acesso a internet banda larga e o conhecimento de procedimentos simples, como downloads e reprodução de vídeos on-line, são suficientes. Se forem necessários programas específicos, a instituição de ensino deve orientar os alunos quanto à obtenção e ao uso. Todas as dúvidas em relação ao acesso e à utilização do material on-line devem ser esclarecidas por tutor ou responsável pelo curso. Qualquer tipo de curso pode ser feito a distância? Por lei, o ensino médio e o técnico e qualquer curso de graduação e de pós-graduação podem ser feitos a distância. Na prática, porém, ainda não há no Brasil a oferta de cursos de medicina, nem de doutorados, por exemplo. Se vou estudar em casa no meu ritmo, por que os cursos têm duração pré-determinada? Porque a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) determina que os cursos a distância para os ensinos médio e técnico e para graduação e pós-graduação sejam projetados com a mesma duração da modalidade presencial. Para os cursos livres, o critério de tempo varia de acordo com cada instituição.

Em cinco horas de aula on-line, o Portal Educação ensina ao aluno o passo a passo da faxina de banheiros, incluindo como tirar manchas de box e como limpar corretamente a banheira de hidromassagem e as esponjas de banho Thinkstock
Primeira mulher que assume Petrobras quer ampliar atuação em etanol

A engenheira química Maria das Graças Silva Foster, conhecida com Graça Foster, tomou posse nesta segunda-feira (13) como presidente da Petrobras no Rio de Janeiro. Ela é a primeira mulher a ocupar o cargo. Entre suas metas, disse que está o aumento da participação da estatal no mercado de etanol.
Graça Foster substitui José Sérgio Gabrielli, que deve assumir um cargo no governo da Bahia e preparar o terreno para tentar suceder Jacques Wagner, do PT (Partido dos Trabalhadores), nas eleições de 2014.
Participaram da cerimônia a presidente Dilma Rousseff e os ministros Edison Lobão (Minas e Energia) e Guido Mantega (Fazenda), que também é presidente do conselho de administração da Petrobras. Estiveram na posse, ainda, o deputado Marco Maia (presidente da Câmara dos Deputados) e o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, além de outros governadores de Estado.
'Saio triste', disse Gabrielli no discurso de despedida
No discurso de despedida, Gabrielli agradeceu à presidente Dilma Rousseff pela confiança enquanto exerceu o cargo e ao governador Jacques Wagner (PT), por convidá-lo a ocupar um cargo no governo da Bahia.
"Saio triste porque deixo uma fantástica empresa. Mas saio também alegre porque sei que a empresa será presidida por uma pessoa de extrema capacidade. É uma craque", disse.
Durante sua fala, Gabrielli destacou os resultados positivos alcançados enquanto esteve à frente da empresa, como a abertura de capital e o alcance do grau de investimento. Por fim, disse que era chegada "a hora da Bahia". "Saio com a sensação de dever cumprido", afirmou.
'É uma grande responsabilidade', diz Graça Foster
"Assumir a presidência da Petrobras - uma funcionária de carreira, uma mulher, a primeira mulher do mundo a comandar uma empresa de petróleo desse porte - é um grande desafio", disse Graça Foster em seu discurso de posse, afirmando se sentir "preparada" para o cargo. "É uma grande responsabilidade."
A nova presidente da Petrobras afirmou, ainda, que dará continuidade ao plano de negócios da estatal estabelecido para o período de 2012 a 2015. "Minha gestão será de contibuidade", disse.
Graça Foster afirmou que sua gestão será marcada pelo diálogo e destacou algumas das metas: o avanço das fronteiras do pré-sal, a construção de novas refinarias e aumento da participação da estatal no mercado de etanol. "No plano internacional, minha gestão conutinuará fortabelecendo parcerias com a América Latina e a África."
Nova presidente trabalha na estatal há 31 anos
Graça Foster foi eleita pelo Conselho de Administração da Petrobras e trabalha há 31 anos na estatal. Ocupava, até agora, a diretoria de Gás e Energia, sendo também presidente da Gaspetro (empresa de gás da estatal) desde 2007.
Gabrielli também está se desligando do Conselho de Administração da companhia, vaga que será ocupada por ela.
Graça Foster é formada em engenharia química pela Universidade Federal Fluminense (UFF), com mestrado em engenharia química, pós-graduação em engenharia nuclear pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPE/UFRJ) e MBA em Economia pela Fundação Getúlio Vargas(FGV/RJ).
Ela também já foi presidente da Petroquisa, da BR Distribuidora e exerceu a função de secretária de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, entre janeiro de 2003 a setembro de 2005.
Informações sobre o 5º Encontro Internacional de Astronomia e Astronáutica
A edição desse ano do Encontro Internacional de Astronomia e Astronáutica (EIAA) vai acontecer entre os dias 19 e 21 de abril, na cidade de Campos dos Goytacazes - RJ.
As inscrições e a programação do evento vão estar disponíveis a partir do dia 27 de fevereiro. As inscrições são gratuitas e existe alojamento no local do evento (IFF - Instituto Federal Fluminense).
O EIAA é organizado pelo Clube de Astronomia Louis Cruls, o mesmo grupo que criou o ENAST (Encontro Nacional de Astronomia).
Já participaram das edições anteriores do Encontro Internacional personalidades como:
- Charles Duke (astronauta que pisou na Lua),
- o astronauta brasileiro Marcos Pontes e os dois cosmonautas russos que foram ao espaço junto com ele (pela 1ª vez juntos no Brasil),
- Anousheh Ansari (1ª mulher turista no espaço),
- Robert Naeye (editor-chefe da Sky and Telescope),
- Rosaly Lopes (cientista brasileira da NASA),
- Ronaldo Mourão (maior astronomo brasileiro),
- Mike Simmons (criador dos Astronomos Sem Fronteiras),
- Virgilio Pop (astronauta da Romenia),
- entre outras, tão conceituadas quanto essas.
Ano passado, foi o maior evento das Américas em comemoração aos 50 anos da 1ª viagem ao espaço.
E que venha o 5º Encontro!!!
Realidade aumentada transforma astronautas em médicos

A realidade aumentada mescla as imagens reais com a realidade virtual combinando as imagens geradas por computador com as imagens que o usuário está vendo.[Imagem: ESA/Space Applications Service NV]
Astronautas médicos
Um novo equipamento de realidade aumentada, desenvolvido pela agência espacial europeia (ESA), dará aos astronautas a capacidade de desempenhar tarefas médicas no espaço.
Bastará que coloquem um capacete com um visor especial, e sigam as instruções em 3D para fazer desde o diagnóstico até uma cirurgia completa.
A realidade aumentada mistura o real com o virtual, combinando imagens geradas por computador com a visão do utilizador.
O sistema passou com êxito pelos primeiros testes, a agora deverá ser avaliado em locais remotos e em uma base na Antártica, antes de ir ao espaço.
Aqui o aparelho é testado em modelo de demonstração. [Imagem: ESA/Space Applications Service NV]
Realidade aumentada
O Sistema de Diagnóstico Médico e Cirurgia Assistido por Computador, ou CAMDASS, na sigla em inglês, é um sistema compacto de realidade aumentada que se encontra na fase de protótipo.
Nesta versão, o CAMDASS está direcionado para a realização de exames com ultra-sons, mas, em princípio, poderá conduzir outros procedimentos médicos.
A preferência pelos ultra-sons está relacionada com a versatilidade e a eficácia destes instrumentos como ferramenta de diagnóstico - eles já estão disponíveis na Estação Espacial Internacional.
No futuro, em viagens espaciais mais longas, os astronautas terão de ser capazes de tratar de si próprios. Dependendo da distância que estiverem da Terra, as conversas com os especialistas em terra sofrerão um atraso de vários minutos ou poderão até mesmo estar bloqueadas.
"Apesar de a tripulação ter conhecimentos médicos, não é possível treinar os astronautas até um ponto em que estes dominem todos os procedimentos médicos que venham a ser necessários durante uma missão," disse Arnaud Runge, engenheiro biomédico da ESA, que coordena o projeto.
O equipamento "registra" o corpo do paciente e o mescla com um humano virtual armazenado no computador. [Imagem: ESA/Space Applications Service NV]
Humano virtual
O CAMDASS usa dois monitores montados em um capacete e um equipamento de ultra-sons, monitorado através de uma câmara de infravermelho.
O corpo do paciente é "registrado" pela câmara e o monitor é calibrado à visão de cada astronauta.
A área a ser examinada é então marcada, antes de se iniciar o diagnóstico.
O sistema de realidade aumentada sobrepõe gráficos em 3D sobre o que está sendo visto pelo astronauta, conduzindo a sua intervenção.
Para gerar estas imagens, o CAMDASS relaciona uma série de pontos de referência de um "humano virtual" com a imagem registrada do paciente real.
A imagem de referência, em ultra-sons, dá ao "médico espacial" uma indicação acerca daquilo que ele está vendo. Tudo é facilitado por um sistema de reconhecimento de voz, que deixa as mãos livres.

O equipamento durante testes na Bélgica. [Imagem: ESA/Space Applications Service NV]
Testes
O protótipo foi testado no Hospital Universitário de Saint-Pierre, em Bruxelas, na Bélgica, com estudantes de medicina e enfermagem, pela Cruz Vermelha belga e por equipes de paramédicos.
Utilizadores não treinados consideraram que conseguiam executar procedimentos de dificuldade média sem ajuda, com a sonda na posição correta.
"Com base nesta experiência, estamos tentando refinar o sistema - por exemplo, reduzindo o peso e tornando o protótipo mais fácil de manejar," explicou Arnaud.
"Quando o desenvolvimento estiver completo, o sistema poderá também ser usado como parte de um sistema de telemedicina que forneça assistência médica em zonas remotas, através de satélite.
"Ele também pode ser usado como uma ferramenta de auto-suficiência para profissionais da emergência médica.
"Seria interessante fazer mais testes em zonas remotas, nos países em desenvolvimento e potencialmente na base Concórdia, na Antártida," finalizou.
Facebook é uma boa rede para encontrar empregos

Só no ano passado, 84% dos recrutadores buscaram candidatos pela rede social e 48% fizeram pelo menos uma contratação através do site
Está à procura de emprego, mas não sabe como espalhar seu currículo? Talvez a resposta para este problema seja mais simples do que você imagina: o Facebook. Não é de hoje que a rede social de Mark Zuckerberg tem atraído os olhares das empresas quando o assunto é contratar funcionários. É claro que outros sites, em especial o LinkedIn, possuem um foco mais abrangente no preenchimento de dados profissionais, mas é incontestável que o maior site de relacionamentos do mundo reina soberano na mão dos recrutadores.
Para se ter uma noção, um infográfico desenvolvido pela HireRabbit, uma companhia especializada em pesquisa e recrutamento pelas redes sociais, mostra que 48% de todos os candidatos a um trabalho e 63% das pessoas com um perfil já procuraram por emprego usando o Facebook, só no ano passado. Por outro lado, 84% dos recrutadores buscaram candidatos pela rede social, 48% efetuaram pelo menos uma contratação através do site (só no ano passado) e 16% receberam indicações de outros amigos conectados no site.
Fora isso, o site é o segundo com maior número de atividades em todo o mundo com 85% de todos os internautas cadastrados. Desta porcentagem, 74% utilizam a rede diariamente (um em cada sete minutos são gastos no site) e 57% dos usuários têm mais de 100 amigos.
Mas, como fazer para que o seu perfil seja notado pelas companhias? O primeiro passo é deixar o design mais completo, principalmente no que diz respeito ao seu currículo profissional. Também fique atento aos seus interesses e páginas que curtiu, além de se manter ativo na rede social.
Governo estuda "internet 0800" e quer 4G em 2013

Ministro afirmou, em entrevista na Campus Party, que projeto piloto de internet gratuita será concretizado este ano e leilão da faixa 2,5GHz será em maio
Imagine um serviço de internet "a cobrar", nos moldes do sistema telefônico 0800, no qual o receptor da conexão é quem paga para o usuário se conectar. Um projeto desses está sendo discutido pelo Governo Federal e deve começar a ser testado nos próximos meses, de acordo com o Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.
O projeto está sendo discutido entre o Ministério das Comunicações, o Comitê Gestor da Internet (CGI.br) e a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) e deve entrar em fase de testes a partir de março na região de Varjão (Brasília).
"Queremos criar uma conexão não tarifada como existe na telefonia. O usuário entra no site e quem paga é a empresa responsável por ele", explicou. "É uma espécie de 0800 digital. Pode ser uma alternativa para bancos, que estimulam o acesso eletrônico, e para serviços de call center", explicou o ministro.
Paulo Bernardo não deu muitos detalhes, mas afirmou que o projeto piloto pode indicar os caminhos que a internet 0800 deve seguir.
4G
O leilão para a venda da faixa 2,5GHz, voltada para conexões móveis 4G, deverá ser realizado em maio, afirmou o ministro. Paulo Bernardo disse que o edital será publicado no dia 16 de abril e terá prazo de 30 dias. A presidenta Dilma Rousseff queria tudo pronto para 30 de abril mas, com a nova data, o leilão deve ser atrasado em cerca de 15 dias.
A venda da faixa permitirá a exploração das redes LTE no Brasil. O Governo Federal espera que as primeiras redes comerciais estejam disponíveis em 2013 nas cidades que serão sede da Copa das Confederações e, até o fim do ano, em todas as que receberão jogos da Copa do Mundo de 2014. Depois disso, a expansão para outras regiões do país deve ser gradual.
"Até a Copa do Mundo, todas as cidades com 500 mil habitantes terão 4G", disse Bernardo. "Estamos preocupados em atender também quem não tem acesso. Hoje temos 3G em 3 mil municípios e dificilmente chegaremos aos outros a curto prazo."
Para regiões rurais, o Governo Federal fará o leilão da faixa de 450MHz, que permite uma conexão mais lenta, porém mais fácil de ser implementada. "O 450MHz é antigo. Vai servir para atender pequenas comunidades. A tendência é que um serviço de melhor qualidade seja oferecido no futuro", disse.
O Governo Federal tenta vincular o leilão do 450MHz ao do 2,5GHz, mas enfrenta resistência das operadoras de Telecom. "Estamos fazendo a consulta pública, vamos ouvir todas as partes e, se tiver que mudar para melhor, vamos mudar", concluiu.
Invenção e inovação: pontos distintos de uma mesma reta

Os conceitos de inovação e invenção não raro se misturam. Apesar de possuírem relação, as definições são distintas, mas também podem funcionar como dois estágios de um mesmo processo.
Uma invenção é derivada de novas ideias e conhecimentos; é uma aplicação do conhecimento que cria algo novo. Já o conceito da invenção se encerra no breve momento quando ocorre a descoberta.
A partir daqui, surge o conceito de inovação, algo menos atrelado ao momento e que pode ser considerado como algo contínuo. Michael Porter coloca de forma interessante o conceito de inovação em sua obra. Para ele, a inovação seria “um modo novo de se fazer as coisas comercializáveis”.
Tendo a definição de Porter em mente, a inovação poderia ocorrer a partir do momento em que a invenção chega ao mercado e o momento em que o conhecimento novo é colocado em prática e produção, criando novos produtos, serviços e processo que permitem a uma organização expandir-se.
Por isso que a inovação não requer necessariamente uma invenção para ter seu processo disparado. E, justamente por isso, muitas inovações ocorrem como melhorias de processos e práticas já existentes, mais do que criando algo novo, somente otimizando ou tornando mais eficiente algo que já exista.
Inovação define caráter da invenção
Uma invenção, sob o conceito de descoberta, não possui um caráter benéfico ou prejudicial. Ela simplesmente ocorre por curiosidade, necessidade ou acaso. Aqui novamente entra a inovação – da aplicação de uma invenção ou descoberta, se pode extrair algum caráter.
Por exemplo, durante a primeira metade do século XX, várias descobertas em relação à radioatividade e à fissão nuclear ocorreram. Contudo, passaram-se muitos anos até que tais invenções realmente fossem aplicadas de forma prática.
As inovações que se seguiram podem ser consideradas prejudiciais, como no caso da bomba nuclear, porém ao mesmo tempo criaram uma modalidade de produção de energia e processos de tratamento do câncer.
Inovar para inventar mais
Assim como inovação não requer invenção, uma ideia não precisa ser apenas genial – ela precisa ser genial e economicamente viável. Para encontrar o caminho da inovação, invenções precisam dar origem a aplicações que possam achar respaldo no mercado. Entretanto, a gestão da criatividade e da inovação não é de responsabilidade do inventor.
Empresas inovam todos os dias, mas deixam passar em branco muitas ideias por conta de políticas que não priorizam a criatividade e o conhecimento. Aos empresários, saber distinguir invenção de inovação é importante, mas abrir os olhos para ambas é essencial.
Educação e Avanço Tecnológico
O Instituto Nacional e Telecomunicações (Inatel), pioneiro na formação de engenheiros elétricos com ênfase em telecomunicações e eletrônica tornou-se centro de excelência na formação de profissionais de engenharia altamente capacitados e teve papel decisivo na transformação de Santa Rita do Sapucaí.
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Outras duas instituições, a Faculdade de Administração e Informática (FAI), que mantém os cursos de Administração de Empresas, Sistema de Informação e Pedagogia, e a Escola Técnica de Eletrônica (ETE), especializada na formação de técnicos em eletrônica, completam a estrutura e educacional do município, atraindo estudantes do Brasil e exterior.
O Vale da Eletrônica
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Em 1958, quando fundou a Escola Técnica de Eletrônica " Francisco Moreira da Costa" , Sinhá Moreira, benfeitora da cidade, não podia imaginar que em pouco tempo Santa Rita do Sapucaí, que até então vivia numa economia predominantemente agropecuária, iria se transformar num importante pólo de tecnologia. Em meio às montanhas do sul de Minas Gerais, numa paisagem invejável, empresas, estudantes e comunidade dividem entre si a responsabilidade de cultivar, através da competência, o apelido de Vale da Eletrônica.
O Pólo Tecnológico de Santa Rita do Sapucaí
Com uma localização geográfica privilegiada - em uma das regiões que mais se desenvolve no país, Santa Rita do Sapucaí está localizada entre os 3 maiores centros econômicos e comerciais do Brasil ( São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte ).
Hoje a cidade é sede do Projeto de Consolidação do Pólo Tecnológico de Santa Rita do Sapucaí, um projeto de cooperação técnica internacional realizado em parceria com as Agências de Cooperação Técnica dos Governos da Alemanha e do Brasil, respectivamente a GTZ e a ABC, esta vinculada ao Ministério das Relações Exteriores. Além do Inatel, o projeto beneficia outras escolas da cidade como a Faculdade de Administração e Informática - FAI, a Escola Técnica de Eletrônica - ETE, o Colégio Tecnológico " Dr. Delfim Moreira" , as indústrias locais e a Prefeitura Municipal de Santa Rita do Sapucaí.
Santa Rita do Sapucaí - Prêmio Mário Covas 2001 de "Cidade Empreendedora"
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