Samsung: a nova Apple do pedaço
Entenda por que a empresa sul-coreana pode tomar o lugar da Apple na liderança dos eletrônicos...
Até poucos anos atrás, os grandes nomes do mercado de eletrônicos eram Sony e Philips. Hoje, é difícil imaginar notícias importantes sobre o mundo da tecnologia sem a Samsung sendo citada. Em pouco tempo, a empresa saltou da figuração para o protagonismo nos mais diversos segmentos – e não apenas em eletroeletrônicos.
Pouca gente sabe, mas a empresa sul-coreana possui divisões especializadas em nichos pouco prováveis. Um exemplo: a Samsung é a segunda maior fabricante de navios do mundo (com base nas vendas de 2010, segundo o Bloomberg). Você já imaginava isso? Devemos confessar que aqui no Tecmundo quase ninguém sabia.
Mas para este infográfico e texto, nos atemos à divisão de eletrônicos: a Samsung Electronics. Entenda o que levou a Samsung a ocupar a posição em que está atualmente, competindo de igual para igual com a Apple em vários nichos de mercado (e vencendo em alguns deles).
Líder suprema no mercado de TVs
Por muito tempo, Sony e Samsung dividiram uma central de fabricação de displays LCD, que barateou custos e permitiu que o mercado de ambas fosse estimulado. Mas a parceria foi muito mais proveitosa para a Samsung, que conseguiu crescer – e muito – nas vendas e chegou à liderança do mercado.
Em 2011, a Samsung fechou o ano pela sexta vez consecutiva na liderança. Pouco antes, anunciou que estava comprando a parte da Sony na parceria da fabricação de telas. A transação custou pouco menos de 1 bilhão de dólares e deve garantir ainda mais controle sobre os produtos. O próximo passo da empresa? Desbancar a Apple.
Você pode até pensar que as televisões vendidas pela Samsung não se parecem em nada com os eletrônicos da Apple (AppleTV). Por enquanto isso é verdade, mas durante a CES 2012 foram anunciadas as novas Smart TVs, que trazem recursos inéditos de streaming, gravação e escolha de conteúdo.
Cada vez mais perto do iPhone
Atualmente, a Samsung detém 13% do mercado de smartphones, atrás apenas da Apple, que possui 16% com o iPhone (se incluirmos celulares comuns, a Nokia ainda venceria). Aí você pode dizer: “Há muito mais iPhones do que Galaxy S nas ruas”. Isso é fato, mas existe uma diferença entre as duas empresas que precisa ser mencionada. Enquanto a Apple produz apenas iPhones, a Samsung é mais democrática.
Hoje, consumidores podem comprar aparelhos da Samsung com Android por menos de 400 reais, dependendo do modelo escolhido. O mesmo não pode ser aplicado à Apple, que aqui no Brasil ainda é considerada uma marca de luxo, devido aos altos preços cobrados por seus aparelhos.
Quanto aos tablets, a diferença entre as duas empresas ainda é bastante evidente. No primeiro semestre de 2011, o iPad ainda possuía mais de 60% do mercado, enquanto o Samsung Galaxy Tab estava abaixo dos 20%. A chegada de outros tablets Android de qualidade fez a disputa mudar de Apple contra Samsung para iPad contra Androids.
Fonte para outras empresas
A Samsung também é responsável por produzir materiais que vão equipar eletrônicos de outras empresas. O próprio iPhone utilizou chips da empresa coreana por baixo de seus processadores – e há rumores de que o faz até o A5, mas não fará no A6.
Muitos componentes de hardware para eletrônicos também são criados pela fabricante coreana. Chips de memória RAM e Flash, sensores para câmeras e placas para players multimídia são alguns dos mais comuns. Até o ano passado, existia também uma fábrica de discos rígidos, mas ela foi vendida para a Seagate.
E esses são apenas alguns dos segmentos atendidos pela empresa sul-coreana, que ainda possui bons números de vendas com câmeras digitais e filmadoras, apesar de não atingir a liderança em nenhum dos segmentos. Se a Samsung vai realmente ultrapassar a Apple, só saberemos com o tempo.
Infográfico por: Diogo Saito Takeuchi
Helga Giovanna, Engenheira de Automação e ex-Presidente da ISA, nos envia mais uma matéria.
Programa Ciência sem Fronteiras oferece bolsas na França
O programa Ciência sem Fronteiras está com inscrições abertas para candidaturas a bolsas para graduação-sanduíche, doutorado-sanduíche, doutorado pleno e pós-doutorado em instituições francesas.
As bolsas para graduação-sanduíche destinam-se a alunos de excelência que tenham completado, no mínimo, o segundo ano de curso no momento do início previsto da viagem.
Os estudos na França devem corresponder, no máximo, ao penúltimo ano do curso no Brasil. As inscrições devem ser realizadas até 15 de janeiro e podem ser feitas por meio das instituições de ensino superior que aderiram ao programa ou por candidaturas individuais.
Os candidatos a bolsas de doutorado-sanduíche ou pleno e pós-doutorado devem se inscrever até 17 de fevereiro.
Também estão abertas as inscrições para bolsas nas modalidades “Atração de jovens talentos”, para vinda ao Brasil de doutores, preferencialmente brasileiros, com pesquisas em áreas prioritárias, e “Pesquisador visitante especial”. A data limite para envio das propostas é até 15 de fevereiro.
Mais informações: www.cienciasemfronteiras.gov.br/web/csf
Raupp defende parceria entre institutos de pesquisa e indústria

O novo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, defendeu nesta terça-feira (24) o fortalecimento dos institutos de pesquisa nacionais e a ampliação das parcerias com empresas privadas de modo a alavancar o desenvolvimento de novos produtos no país.
"Os institutos de pesquisa, fortalecidos, devem se alinhar à política de ciência, tecnologia e inovação [do governo] de modo a se dedicarem a grandes projetos mobilizados e estruturantes do desenvolvimento sustentável", disse o novo ministro, durante cerimônia de transmissão de cargo com seu antecessor, Aloizio Mercadante, em Brasília.
Raupp disse que um de seus principais desafios no ministério será fazer a aproximação entres os institutos de pesquisa e a indústria nacional. Citou como exemplo uma parceria firmada entre a Telebrás e a Embraer para desenvolvimento de um satélite geoestacionário, ainda em fase de implementação.
O ministro afirmou que poucas empresas brasileiras investem em inovação tecnológica, medida que considerou essencial para a competição em um ambiente de mercado globalizado.
"Ainda é muito reduzido o número de empresas brasileiras que investem na pesquisa e desenvolvimento de novos produtos ou serviços para o mercado. Sem o investimento em p&d, as empresas brasileiras não inovam, perdem competitividade e correm o risco de serem engolidas ou trucidadas pelas concorrentes de outros países", disse.
Mais cedo, durante a cerimônia de posse no Palácio do Planalto, o assunto foi tratado pela presidente Dilma Rousseff em seu discurso. Ela falou sobre a necessidade de um "casamento" entre universidade ou centros tecnológicos com empresas.
"Não há nem transferência de tecnologia quando você não tem empresa capacitada para absorver, empresa privada, empresa pública... Há que ter uma empresa, e não tenha um instituto tecnológico e uma rede de pesquisa científica. Ninguém transfere tecnologia, ninguém absorve tecnologia sem essa parceria", disse a presidente.
Segundo o novo ministro, o papel fundamental das universidades deve ser "a formação de profissionais qualificados para atender às diversas demandas da sociedade, acompanhada da realização de pesquisa científica". Entretanto, disse ele, os institutos de pesquisa "são o ente mais apropriado para fazer a intermediação do conhecimento científico com o sistema produtivo".
'Potência ambiental'
Raupp disse ainda que o desenvolvimento da exploração sustentável da biodiversidade do país será outro desafia de sua pasta. De acordo com ele, o sucesso nesse plano pode levar o Brasil a se tornar a "primeira potência ambiental do planeta."
"Temos as condições básicas para isso: meio ambiente riquíssimo e um sistema de ciência e tecnologia maduro e dinâmico. A questão é aproximar esses conceitos", disse o novo ministro.

Objetivos
Proporcionar aos participantes as informações básicas sobre as principais técnicas de medição das variáveis de processos mais comuns na indústria de processos contínuos e descontínuos. Assim como conhecer os principais tipos de válvulas de controle e posicionadores associados às mesmas e também será apresentado as terminologias, simbologias e definições mais utilizadas na área de instrumentação.
Público Alvo
Pessoas que atuem diretamente ou indiretamente nas áreas ligadas a instrumentação, como:
• Engenheiros
• Técnicos
• Supervisores
• Instrumentistas
• Eletricistas
• Projetistas
• Vendedores
• Estudantes das áreas de: automação, eletrônica, mecatrônica e instrumentação
Ementa e Programa
Capítulo 01 - Introdução à Instrumentação
• 1 - Introdução à instrumentação
• 2 - A evolução da instrumentação
• 3 - Definições na instrumentação
• 3.1 - Classes de instrumento
• 3.2 – Faixa de medida (range)
• 3.3 – Alcance (span)
• 3.4 – Erro
• 3.5 – Histerese
• 3.6 – Linearidade
• 3.7 – Repetividade
• 3.8 – Exatidão
• 3.9 – Rangeabilidade
• 3.10 – Terminologia
• 3.11 – Simbologia
• 4 – Principais sistemas de medidas
• 5 – Telemetria
• 5.1 – Transmissores Pneumáticos
• 5.2 – Transmissores Eletrônicos
• 5.2.1 – Transmissor a dois fios
• 5.2.2 – Transmissor a quatro fios
• 6 – Redes de comunicação industrial
• 6.1 – Introdução ao protocolo HART
• 6.2 – Introdução à rede ASI
• 6.3 – Introdução à rede Devinet
• 6.4 – Introdução à rede Profibus
• 6.4.1 – Profibus DP
• 6.4.2 – Profibus PA
• 6.5 – Introdução ao Foundation Fieldbus
Capítulo 02 - Medição de Pressão
• 1 – Definição de pressão
• 2 – Tipos de pressão
• 2.1 – Pressão atmosférica
• 2.2 – Pressão relativa positiva ou manométrica
• 2.3 – Pressão relativa negativa ou vácuo
• 2.4 – Pressão absoluta
• 2.5 – Pressão diferencial
• 2.6 – Pressão estática
• 3 – Unidades de pressão
• 3.1 – Conversão de unidades de pressão
• 4 – Dispositivos para a medição de pressão
• 4.1 – Tubo de Bourdon
• 4.2 – Membrana
• 4.3 – Fole
• 4.4 – Colunas liquidas
• 4.5 – Sensor indutivo
• 4.6 – Sensor piezoelétrico
• 4.7 – Sensor piezoresistivo ou strain gauge
• 4.8 – Sensor capacitivo
• 4.9 – Sensor silício ressonante
Capítulo 03 - Medição de Nível
• 1 – Definição de nível
• 2 – Métodos de medição de nível
• 2.1 – Medição direta
• 2.1.1 – Régua ou Gabarito
• 2.1.2 – Visor de nível
• 2.1.3 – Bóia ou flutuador
• 2.2 – Medição indireta
• 2.2.1 – Princípio de Stèvin
• 2.2.2 – Medição de nível por pressão hidrostática em tanques abertos
• 2.2.3 – Medição de nível por pressão diferencial em tanques fechados e pressurizados
• 2.2.4 – Medição de nível por borbulhador
• 2.2.5 – Medição de nível por empuxo
• 2.2.6 – Medição de nível por radiação
• 2.2.7 – Medição de nível capacitiva
• 2.2.8 – Medição de nível por ultra-som
• 2.2.9 – Medição de nível por radar
• 2.3 – Medição de nível descontínua
• 2.3.1 – Medição de nível por eletrodos
• 2.3.2 – Medição de nível por bóias
• 2.4 – Medição de nível de sólidos
• 2.4.1 – Medição de nível eletromecânica
• 2.4.2 – Medição de nível por células de carga
Capítulo 04 - Medição de Vazão
• 1 – Definição de vazão
• 2 – Unidades de vazão
• 3 – Conversão de unidades de vazão
• 4 – Tipos de medidores de vazão
4.1 – Medidores de quantidade
4.1.1 – Medidores de quantidade por pesagem
4.1.2 – Medidores de quantidade por volume
4.2 – Medidores volumétricos
4.2.1 – Medidores de vazão por pressão diferencial
4.2.1.1 – Placa de orifício
4.2.1.1.1 – Tipos de orificio
4.2.1.1.2 – Tipos de bordos
4.2.1.1.3 – Tipos de tomadas de impulso
4.2.1.2 – Orificio integral
4.2.1.3 – Tubo Venturi
4.2.1.4 – Bocal
4.2.1.5 – Tubo Pitot
4.2.1.6 – Annubar
4.2.1.7 – Malha para a medição de vazão
4.2.1.8 – Compensação da Pressão e da Temperatura
4.2.2 – Rotâmetros
4.2.2.1 – Princípio de funcionamento
4.2.2.2 – Condições de equilíbrio
4.2.2.3 – Tipos de flutuadores
4.2.2.4 – Material do flutuador
4.2.2.5 – Instalação
4.3 – Medidores de vazão em canais abertos
4.3.1 – Vertedor
4.3.2 – Calha Parshal
4.4 – Medidores especiais de vazão
4.4.1 – Medidor de vazão eletromagnético
4.4.1.1 – Princípio de funcionamento
4.4.2 – Medidor de vazão tipo turbina
4.4.2.1 – Princípio de funcionamento
4.4.3 – Medidor de vazão tipo Vórtex
4.4.3.1 – Princípio de funcionamento
4.4.4 – Medidor de vazão ultra-sônico
4.4.4.1 – Por efeito Doppler
4.4.4.2 – Por tempo de trânsito
4.4.5 – Medidor de vazão por efeito Coriolis
4.4.5.1 – Princípio de funcionamento
Capítulo 05 – Tubulação de Impulso e Sistemas de Selagem
• 1 – Definição de Tubulação de Impulso
1.1 – Instalação
1.2 – Constituição da tubulação de impulso
2 – Definição de Sistemas de Selagem
2.1 – Selo Líquido
2.2 – Selo Volumétrico
2.2.1 – Manômetro Petroquímico
2.3 – Selo Sanitário
3 - Purga
3.1 – Purga com gás
3.2 – Purga com líquido
4 - Sangria
Capítulo 06 - Medição de Temperatura
• 1 – Definição de Temperatura
2 – Definição de Calor
2.1 – Modos de propagação de calor
2.1.1 – Condução
2.1.2 – Convecção
2.1.3 – Radiação
3 – Escalas de temperatura
3.1 – Escalas absolutas
3.1.1 – Kelvin
3.1.2 – Rankine
3.2 – Escalas relativas
3.2.1 – Celsius
3.2.2 – Fahrenheit
4 – Normas internacionais de temperatura
5 – Sensores de temperatura por contato físico
5.1 – Termômetro por dilatação de liquido
5.1.1 – Termômetro por dilatação de liquido em recipiente de vidro
5.1.2 – Termômetro por dilatação de liquido em recipiente metálico
5.2 – Termômetro à pressão de gás
5.3 – Termômetro à pressão de vapor
5.4 – Termômetro bimetálico
5.5 – Termopar
5.5.1 – Efeitos termoelétricos
5.5.1.1 – Efeito de Seebeck
5.5.1.2 – Efeito Peltier
5.5.1.3 – Efeito Thonsom
5.5.1.4 – Efeito Volta
5.5.2 – Leis termoelétrica
5.5.2.1 – Lei do Circuito Homogêneo
5.5.2.2 – Lei dos Metais Intermediários
5.5.2.3 – Lei das Temperaturas Intermediárias
5.5.3 – Correlação da FEM em função da temperatura
5.5.4 – Tipos e características dos termopares
5.5.4.1 – Termopares Básicos
5.5.4.2 – Termopares Nobres
5.5.4.3 - Termopares Especiais
5.5.5 – Cálculo da FEM de um termopar
5.5.6 – Compensação manual da junta de referência
5.5.7 – Compensação automática da junta de referência
5.5.8 – Fios de extensão e compensação
5.5.9 – Erros de ligação
5.5.9.1 – Usando fios de cobre
5.5.9.2 – Inversão simples
5.5.9.3 – Inversão dupla
5.5.10 – Termopar de isolação mineral
5.5.11 – Associação de termopares
5.5.11.1 – Associação em série
5.5.11.2 – Associação em série oposta
5.5.11.3 – Associação em paralelo
5.6 – Termoresistência
5.6.1 – Princípio de funcionamento
5.6.2 – Construção física do sensor
5.6.3 – Características da termoresistência de platina
5.5.4 – Vantagens e desvantagens da termoresistência
5.5.5 – Princípio de medição
5.5.5.1 – Ligação a 2 fios
5.5.5.2 – Ligação a 3 fios
5.5.5.3 – Ligação a 4 fios
6 – Sensores de temperatura sem contato físico
6.1 – Radiação eletromagnética
6.1.1 – Hipóteses de Maxwell
6.1.2 – Ondas eletromagnéticas
6.1.3 – Espectro eletromagnético
6.2 – Teoria da medição de radiação
6.3 – Medidores de temperatura por radiação
Capítulo 07 – Válvula de Controle e Posicionadores
• 1 – Definição de Elementos Finais de Controle
2 – Válvulas de Controle
2.1 – Partes Principais de uma Válvula de Controle
2.1.1 – Atuador
2.1.1.1 – Tipos de Atuadores
2.1.1.1.1 – Atuador Pneumático Tipo Mola Diafragma
2.1.1.1.2 – Atuador Pneumático Tipo Pistão Simples Ação
2.1.1.1.3 – Atuador Pneumático Tipo Pistão Dupla Ação
2.1.1.1.4 – Atuador Elétrico
2.1.2 – Corpo
2.1.2.1 – Válvulas de Deslocamento Linear da Haste
2.1.2.1.1 – Válvulas Globo
2.1.2.1.1.1 – Válvula Globo Sede Simples
2.1.2.1.1.2 – Válvula Globo Sede Dupla
2.1.2.1.1.3 – Válvula Globo Gaiola Não Balanceada
2.1.2.1.1.4 – Válvula Globo Gaiola Balanceada
2.1.2.1.2 – Válvula Diafragma ou Saunders
2.1.2.1.3 – Válvula Três Vias
2.1.2.2 – Válvulas de Deslocamento Rotativo da Haste
2.1.2.2.1 – Válvula Borboleta
2.1.2.2.2 – Válvula Esfera
2.1.2.2.3 – Válvula Obturador Rotativo Excêntrico
2.1.2.3 – Internos da Válvula
2.1.2.3.1 – Obturadores
2.1.2.3.1.1 – Obturadores Torneados
2.1.2.3.1.2 – Obturadores com Entalhes em “V”
2.1.2.3.1.3 – Obturadores Estriados ou Perfilados
2.1.2.3.1.4 – Obturadores de Abertura Rápida
2.1.2.3.1.5 – Obturadores Tipo Gaiola
2.1.2.4 – Anel Sede
2.1.3 – Castelo
2.1.3.1 – Castelo Normal
2.1.3.2 – Castelo Aletado
2.1.3.3 – Castelo Alongado
2.1.3.4 – Castelo com Fole
2.1.3.5 – Caixa de Gaxetas
2.1.3.5.1 – Tipos de Gaxetas
2.2 – Características de Vazão
2.2.1 – Características de Vazão Inerentes
2.2.2 – Características de Vazão Instaladas
2.3 – Coeficiente de Vazão (CV)
3 - Posicionadores
3.1 – Principais Aplicações do Posicionador
3.2 – Limitações do Uso do Posicionador
3.3 – Tipos de Posicionadores
3.3.1 – Pneumático
3.3.2 – Eletropneumático
3.3.3 – Inteligente
Instrutor
PAULO TEIXEIRA - Técnico em Instrumentação formado pela Escola SENAI Santos-SP; Técnico em Eletrônica formado pela Escola Piratininga na cidade de Santos-SP; Tecnólogo em Processamento de Dados formado pela UNESP - FATEC / BS na cidade de Santos-SP. Diversos treinamentos na área de automação. Trabalhou na Goiasfértil em Catalão - GO; COSIPA em Cubatão - SP; SENAI Santos no Curso Técnico de Instrumentação; SENAI Curitiba na Unidade Móvel em parceria SENAI - SMAR. Também é professor nos cursos de especialização da PUC - Curitiba; CEFET – Curitiba, CEFET - Ponta Grossa, CEFET – Cornélio Procópio e da ISA Distrito 4 Seções: Curitiba, São Paulo e Uberaba. Atualmente é Diretor da T4M empresa de Consultoria e Treinamentos na área de Instrumentação e Controle de Processos, onde presta serviço para as seguintes empresas: Petrobrás Xisto e Repar, Yokogawa, Smar, Alunorte, ABB, Fluke, SENAI Santos entre outras.
Inscrições
Membros da ISA: R$ 2.200,00
Demais Categorias: R$ 2.500,00
* Solicite a ficha de inscrição pelo e-mail: treinamento@isadistrito4.org.br
TORNE-SE ASSOCIADO ISA
lourenco@isadistrito4.org.br
FORMA DE PAGAMENTO
Depósito no Banco Santander (033)
Agência 0435 (Moema) - C/C 13003202-1 (em nome ISA Distrito 4)
*A taxa dará direito a: coffee-break, almoço, material didático, certificado de participação e credenciamento.
Informações Gerais
Horário:
• Das 09h00 às 18h00;
Local:
• Hotel Mercure Times Square (Av. Jamaris, 100 - Moema);
Credenciamento:
• Comparecer no dia com 30 minutos de antecedência;
Cancelamento:
• Todo pedido de cancelamento deve ser feito por escrito até 10 dias antes do início do evento.
Observação Importante:
• O curso poderá ser cancelado ou ter sua data alterada, por contingências de momento.
REALIZAMOS CURSOS IN COMPANY
Conheça essa SOLUÇÃO de treinamento para as necessidades de sua empresa!
treinamento@isadistrito4.org.br
Informações
ISA - Distrito 4 (América do Sul)
Av. Ibirapuera, 2120 – Conjuntos 164/165 – 04028-001 - São Paulo, SP
Telefone: (11) 5053-7404
michelle@isadistrito4.org.br - www.isadistrito4.org.br
Smart Cities: o que podemos esperar das cidades do futuro?

Sistema de previsão de enchentes, sensores de falta de energia e atendimento ao cidadão através das redes sociais são alguns dos projetos
Já imaginou se o governo do Rio de Janeiro pudesse prever as enchentes no estado? Ou se os cidadãos pudessem reclamar ou sugerir serviços públicos por meio das redes sociais? E se quando acabasse a luz, por exemplo, a empresa responsável já soubesse de antemão em quais bairros estão ocorrendo problemas e como solucioná-los sem que alguém precise ligar para avisá-los?
Essas pequenas mudanças de infraestrutura de uma cidade estão cada vez mais próximas de se tornarem realidade. Isso porque diversos projetos de smart cities, ou cidades inteligentes, estão sendo criados no mundo todo. As cidades do futuro são aquelas que utilizam tecnologias avançadas para atender às demandas da população e de todos que formam o seu ecossistema.
O Grupo Odebrecht, por exemplo, venceu a licitação para a construção da Cidade da Copa na região metropolitana de Recife (Pernambuco) e já pensa em transformá-la também em uma Cidade Inteligente para promover o desenvolvimento urbano na área. A IBM e a Oracle também estão investindo fortemente neste conceito, afinal, as cidades inteligentes nada mais são do que um conjunto de serviços baseados na tecnologia da informação e comunicação. Empresas como estas aplicam a TI para coletar dados de diversos sistemas da cidade e analisá-los de forma inteligente. Com as informações nas mãos, as empresas cruzam esses dados e os conectam por meio de redes mais efetivas. O resultado final são serviços mais eficientes.
A TI dentro de uma cidade inteligente pode auxiliar, por exemplo, no monitoramento da violência nas principais regiões da cidade, por meio da vigilância eletrônica, do planejamento de ações policiais estratégicas e táticas, além de monitorar e organizar o trânsito. O software coleta e analisa os dados e consegue distinguir até em qual rua o semáforo deve ficar mais ou menos tempo aberto para evitar o congestionamento.
No caso da Oracle, a companhia se uniu a uma organização sem fins lucrativos, chamada Living Labs Global, que está trabalhando em Barcelona (Espanha), Birmingham (Inglaterra), Cáceres (Espanha), Cidade do Cabo (África do Sul), Guadalajara (México), Rio de Janeiro (Brasil), São Francisco (Estados Unidos) e Santiago (Chile).
A empresa elaborou um projeto inicial para ajudar a gerenciar as cidades inteligentes que utiliza cinco departamentos centrais: recursos humanos, administração financeira, análises, governança e observação, e serviços de TI compartilhados.
Em um dos projetos da Oracle, realizado em uma cidade com aproximadamente 3,5 milhões de habitantes, a companhia implementou um novo serviço de atendimento ao cidadão para aproximadamente 25 segmentos diferentes. A instalação durou cerca de seis meses, oferecendo ao setor público ambientes sustentáveis com alto grau de conectividade e interoperabilidade.
A companhia quer a tecnologia em todos os departamentos da cidade, reduzindo custos e melhorando a prestação de serviços. "O gerenciamento dos órgãos públicos tornou-se mais complexo. Os líderes do setor público têm de entender e atender às crescentes expectativas dos cidadãos, empresas, autoridades e funcionários", comentou o executivo. "A inovação inteligente resolve até 90% (ou mais) dos pedidos dos serviços públicos por meio de serviços multicanais integrados, incluindo autosserviço Webchat, números locais únicos, Facebook, Twitter, e-mail etc", completou.
Já a IBM decidiu criar quatro áreas específicas em sua estratégia de cidades inteligentes para o mercado brasileiro: segurança pública, transporte, infraestrutura e energia. No programa oficial do Smarter Cities Rio, que ocorreu em novembro de 2011 no Teatro Municipal do Rio de Janeiro (RJ), Virginia Rometty, que assumiu o posto de CEO global da companhia este mês, disse que está consolidando uma série de conceitos de como ajudar as metrópoles a se tornarem cidades inteligentes.
De acordo com Pedro Almeida, diretor da IBM da divisão de Smart Cities, o grande desafio ao desenvolver um projeto para o Rio de Janeiro era ajudar a resolver a questão das enchentes. "O prefeito queria saber como poderíamos ajudar a cidade a responder melhor a um incidente", disse.
O projeto inicial foi desenvolvido a partir daí, mas acabou se amplificando e trazendo ainda mais sugestões de melhoramentos. A empresa criou um centro de operações com um telão de controle, dividido em quatro grandes blocos. Um deles é voltado para previsões meteorológicas e se chama PMAR. O sistema identifica quais são os pontos de possíveis alagamentos na cidade, dependendo de uma determinada taxa de precipitação. Além disso, o PMAR consegue oferecer uma previsão com certa antecedência, cerca de 48 horas antes da chuva.
"Temos cerca de 32 agências e serviços representadas. Isso permite que eu tenha todas as áreas da cidade cobertas pelo centro de operação", explica Arthur Szabo, executivo de projeto da IBM. "A partir do centro de operações a gente consegue acionar rapidamente esses órgãos. Isso está funcionando sete dias por semana e 24 horas por dia", concluiu.
São cerca de 400 câmeras ativas dentro do Centro de Operações e com isso é possível também fazer o monitoramento de algum incidente que esteja acontecendo na cidade em relação à segurança. Este centro ainda permite que os responsáveis monitorem as condições de trânsito em uma determinada região da cidade.
Outros planos englobam soluções para a energia, como a instalação de sensores automáticos que detectam a falta de luz imediatamente e fazem a medição da energia remotamente, além de um recurso sustentável, que tornaria os cidadãos ao mesmo tempo consumidores e produtores de energia. Fora isso, há ainda a ideia de criar um sistema de gerenciamento doméstico de energia, que permitirá ao cidadão adaptar seus padrões de uso e reduzir custos.

Eike Batista se mexe na cadeira...
...reagindo à lembrança de seus tempos de anonimato. "Os brasileiros pensam que eu apareci no ano 2000 a partir do nada", diz Eike, o homem mais rico do Brasil.
![]()
Poucos brasileiros tinham ouvido falar sobre suas aventuras na Amazônia aos 20 anos de idade, contou ele, quando abandonou a faculdade na Alemanha Ocidental para negociar ouro e apostar os ganhos na construção de uma máquina barulhenta na floresta para processar o metal precioso, sem mineradores.
Ao contrário, Eike só apareceu nas revistas de fofocas na década de 1990 depois que se casou com a modelo e dançarina de carnaval Luma de Oliveira. Naquela época, seu pai, Eliezer Batista, um ex-funcionário do governo, disse-lhe para manter a discrição, enquanto sua fortuna em crescimento tornava-o um alvo de sequestradores.
Eike Batista não fez nada além de se esconder. Agora, aos 55 anos, ele não só é considerado o homem mais rico da América do Sul, com uma fortuna estimada pela Forbes em US$ 30 bilhões, mas também é uma das figuras mais famosas do Brasil, um empreendedor em série com energia ilimitada para vender a si mesmo e a seu país. "O meu cavalo de corrida é o Brasil", disse ele do 22º andar de seu escritório no quartel-general de sua empresa, a EBX, que tem vista para a Baía de Guanabara. "E o Brasil tem hoje a riqueza que a América tinha na virada do século."
Enquanto a presidente Dilma Rousseff o considera um exemplo de executivo do setor privado, empresários rivais afirmam que a principal habilidade dele é como vendedor, ao persuadir investidores a apostar cerca de US$ 24 bilhões em empresas iniciantes de mineração, petróleo, logística, geração de energia e construção naval.
"Eles acham que ele vende muitos sonhos e não realidade suficiente", disse Olavo Monteiro de Carvalho, ex-sócio em uma mina de ouro da Amazônia.
No início deste ano, Eike Batista tem a chance de afastar esse preconceito, quando sua empresa petrolífera, a OGX, deverá começar a produzir petróleo a partir da descoberta de 10 bilhões de barris no mar.
A empresa de Eike de logística também planeja abrir um “superporto” de US$ 2 bilhões no Rio, no ano que vem, e ele diz que vai ser a versão latino-americana de Rotterdam. Situado em território equivalente a uma Manhattan e meia, o porto vai ter capacidade para transportar cerca de 350 milhões de toneladas de importações e exportações por ano, incluindo petróleo e minério de ferro de empresas de Eike.
Os brasileiros continuam divididos sobre o que achar do homem simplesmente conhecido como Eike. Alguns o veem como um megalomaníaco exibicionista e debocham de suas fotos tiradas ao lado de seu Mercedes McLaren de US$ 1 milhão.
Eike Batista não se arrepende da imagem que criou e diz que está tentando mudar a cultura conservadora sobre riqueza que seu pai viveu, e ensinar aos brasileiros a olhar para seus empresários da forma como os americanos fazem.
"Eu quero ajudar toda uma geração de brasileiros a se orgulhar", diz. "Eu sou rico, sim. Eu mesmo construí isso. Não roubei. Simplesmente mostro isso".
Ultimamente, Eike está totalmente sem amarras. Ele viaja pelo mundo em seu jato Gulfstream de US$ 61 milhões, muitas vezes dando palestras, e interage com seus mais de 539.600 seguidores no Twitter, a quem oferece "frases educativas" para inspirar.
Em seu escritório, ele exibe fotos emolduradas de seus dias como campeão em corrida de lancha e uma espada que lhe foi dada por um parceiro japonês em agradecimento a um negócio fechado.
Ele intercala seu inglês com sotaque alemão - uma das cinco línguas que fala fluentemente - com frases em francês como "C'est la vie”. Sua risada contagiante lembra o Charada de 1960 da série de "Batman" na televisão.
Eike diz que sua jornada começou como uma "busca à independência financeira" e um desejo ardente de fugir da sombra de seu pai famoso, um engenheiro brasileiro que ajudou a aumentar o comércio internacional de commodities no Brasil.
Nascido em Minas Gerais, Eike tem seis irmãos. Quando era pequeno, sofria de asma crônica. Sua mãe, uma alemã, colocava-o na piscina. "Isso abriu meus pulmões", disse ele. Ele continua a ser um ávido nadador e corredor.
Quando era adolescente, sua família se mudou para a Europa, vivendo em Genebra, Düsseldorf e Bruxelas. O pai de Batista, que no Brasil tinha sido presidente da empresa estatal de mineração, decidiu entrar em um "exílio amigável" quando o governo militar do Brasil desconfiou que fosse comunista por sua fluência em russo, uma das várias línguas que fala. Na Europa, o pai de Eike trabalhou para construir os negócios internacionais da empresa de mineração.
Na década de 1960, o pai de Eike notou que o Brasil poderia lucrar muito com a exportação de minério de ferro para o Japão. Mas a distância era enorme, então convenceu estaleiros a construir grandes embarcações, e ele liderou o desenvolvimento de um porto brasileiro com profundidade suficiente para os navios atracarem.
Eike diz que seu pai "fez um monte de coisas incríveis para o Brasil", mas que "nunca quis tomar riscos”.
Seus pais voltaram para o Brasil quando Eike tinha 18 anos. Ele ficou em Bruxelas e foi de porta em porta vendendo seguros, e depois negociando diamantes e carne enlatada.
Em 1978, Eike leu sobre a corrida do ouro na Amazônia. Aos 22, ele deixou a Universidade de Aachen na Renânia do Norte-Vestfália, onde foi estudar engenharia metalúrgica, e voltou ao Brasil. Ele convenceu um joalheiro no Rio a emprestar-lhe US$ 500 mil - "com certeza, eles sabiam que meu pai foi importante", disse ele - e foi para a Amazônia.
Com o empréstimo, ele começou a negociar ouro, agindo como um intermediário entre mineradores e compradores no Rio e em São Paulo. Ele disse que ganhou US$ 6 milhões em um ano e meio de negociação.
Depois de uma empresa brasileira de mineração de estanho, tentou copiar a idéia para extração de ouro, percebendo que teria uma margem de lucro enorme mesmo se cometesse erros. "Era à prova de idiotas ricos", disse ele.
Aos 23 anos, ele apostou tudo na construção de sua máquina. Mas o custo de comprar dos mineradores e os desafios de conseguir tratores e óleo diesel em uma área repleta de malária e ilegalidade se provou formidável.
Ele resistiu até seus últimos US$ 300 mil e se perguntou se "deveria ir para a praia" ou retomar o estudo de engenharia. Em seguida, a máquina começou a funcionar. Logo estava ganhando US$ 1 milhão por mês.
Enquanto Eike de alguma forma driblava a malária, ele não evitava problemas. Um dia foi confrontar um minerador que lhe devia dinheiro. O minerador estava bêbado. Eike Batista o xingou. Quando ia embora, o minerador atirou nele pelas costas com um revólver. "Eu estava longe o suficiente para que o impacto não fosse mortal", disse ele.
Seus guarda-costas disseram-lhe, mais tarde, que mataram o minerador.
Após sua experiência amazônica, Eike procurou as minas de ouro mais ricas do Brasil. Seu pai, temendo que o filho corria o risco de ser sequestrado, o encorajou a pesquisar fora do país. Ele tentou, mas falhou na Rússia, na Grécia, na República Checa, no Equador e na Venezuela, depois de perder centenas de milhões de dólares.
As experiências assustaram ele e em 2000 decidiu se dedicar a projetos no Brasil.
Ele falhou em outros tipos de negócios, entre jipes, cerveja e até perfume. "Em produtos de consumo, é muito mais difícil", disse ele. "Como você não tem margens de lucro à prova de idiotas, não pode cometer muitos erros."
Atualmente, está obcecado em inspirar uma nova geração de empresários brasileiros a tomar riscos como ele. "Nós não precisamos só ter os melhores jogadores de futebol do mundo", disse ele. "Por que não ter o melhor empresário do mundo?"
Nos últimos anos, ele investiu muito em restaurar o que chama de "auto-confiança" do povo do Rio de Janeiro, dizendo que gasta US$ 10,7 milhões por ano para ajudar um programa policial a livrar favelas de traficantes de drogas. Quando o governador do Rio, Sérgio Cabral, precisava de dinheiro para ajudar com a candidatura do Rio para a Olimpíada de 2016, Eike Batista disse que concordou em gastar US$ 12,3 milhões para contratar a agência de marketing que ajudou Londres a ganhar os Jogos de 2012.
"Olhe o que aconteceu agora", disse Eike. "Os preços dos imóveis triplicaram. As pessoas deveriam me pagar uma comissão".
http://www.ebx.com.br/pt-br/Paginas/inicio.aspx
Vale do Silício x Beco do Silício: novas ideias surgem em Nova Iorque

Cidade pode ser tornar "rival" da Califórnia, onde está localizado o Vale do Silício, recanto dos nerds americanos
O Vale do Silício, localizado na Califórnia, é uma espécie de centro nerd dos Estados Unidos. De lá, saíram diversas ideias que deram muito certo, como o Twitter, o Facebook, a Apple e até mesmo o Google. Mas, outra cidade do país tem tudo para se tornar uma espécie de rival: Nova Iorque.
De acordo com o Mashable, em 2011, diversas iniciativas bombaram na costa leste, como novos escritórios do Twitter e do Facebook, além, é claro, de planos para a construção de um campus de tecnologia com 6,4 milhões de metros quadrados e da chegada da empresa de aceleração de startups, a TechStars.
O prefeito de NY, Michael Bloomberg, diz que é fácil de entender que "não pegaremos o Vale do Silício do dia para a noite. Construir um campus vai demorar anos, e atrair uma massa crítica de empresas de tecnologia vai demorar o mesmo. Mas, se tudo der certo, estamos tendo uma visão a longo prazo".
Assim, a Escola de Economia da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA, fez um infográfico bem legal sobre as empresas promissoras e de financiamento vindas dos 2 lados do país: Nova Iorque e Califórnia. Para eles, "não importa o lado em que você está, mas muitos irão concordar que não é hora melhor para se tornar um empresário". Confira: http://olhardigital.uol.com.br/negocios/digital_news/noticias/vale-do-silicio-x-beco-do-silicio-novas-ideias-surgem-em-nova-iorque
Microsoft inaugura maior centro de tecnologia e inovação da América Latina
Espaço de 1,3 mil metros quadrados em São Paulo vai promover o desenvolvimento de novas soluções contando com a ajuda de startups
A Microsoft inaugurou nesta terça-feira (17/01) o maior centro de tecnologia e inovação da América Latina, o MTC (Microsoft Technology Center). São Paulo (SP) foi a cidade escolhida para abrigar o espaço de 1,3 mil metros quadrados com ambientes para desenvolvimento de soluções, discussões e simulações.
Na ocasião, também foi assinado um protocolo de intenções celebrado entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e a Microsoft. "O protocolo visa acelerar incubadoras para criar startups com base tecnológica nas áreas de telecomunicações, óleo e gás, saúde, educação e, especialmente, jogos, que fomentam o segmento de inovações por se tratarem de softwares muito sofisticados", comentou o presidente da Microsoft Brasil, Michel Levy.
Serão seis aceleradoras autossustentáveis em seis cidades do país. Quatro delas já foram definidas: São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Salvador. Cada uma das aceleradoras terá 10 startups incubadas por um período de três anos com acesso às tecnologias mais recentes a serem disponibilizadas pela Microsoft. As startups serão selecionadas a partir de 2 mil empresas participantes de projetos como o BizSpar, programa de apoio ao empreendedorismo, e a ImagineCup, Copa do Mundo de Computação. Dessa forma, as soluções de destaques das empresas iniciantes ficarão disponíveis no MTC para que outras companhias possam experimentá-las. "Descobrimos que para se ter inovações é necessário três entidades: governo, empresa e universidades. O MTC será um centro de efervecência do conhecimento, um ambiente interativo", comenta.
Além de clientes e parceiros, está prevista também a utlização do MTC por ONGs, estudantes e empreendedores que participam dos projetos da companhia. O investimento de US$ 10 milhões no centro, no entanto, não dará retorno financeiro à empresa. Segundo Levy, o retorno será um nível de inovação maior por parte dos clientes e parceiros. "O investimento é ampliar a presença e relevância da Microsoft no mundo todo", diz.
A infraestrutura do centro em São Paulo foi montada em parceria com 15 importantes empresas do setor de tecnologia, entre as quais estão HP, Intel, Nokia e Dell. Há no local um datacenter com 360 processadores, cuja capacidade de armazenamento é de 700 terabytes, além de salas de simulações, projeções de imagens e criação de ambientes, treinamentos, laboratório de desenvolvimento e centro de interação.
O envisioning Center, por exemplo, é um espaço que permite visualizar por meio de cenários pré-montados como hospitais, casas, aeroportos ou escritórios, todo o portfólio de soluções sugeridas pela companhia.
"Já o data center vai simular o máximo do ambiente das empresas, mas também poderá usar os dados dos próprios clientes se baseando em protocolos de segurança para garantir que nada saia dali", explica Fábio Souto, diretor do MTC. "O centro de inovação e tecnologia contará com um time de oito pessoas prontas para atender os clientes e parceiros na criação de novas soluções", completa.
Um dos exemplos de solução de destaque apresentados no MTC foi o programa de apoio ao portador de deficiência, ProDeaf http://proativasolucoes.com/prodeaf/
A novidade ganhou o primeiro lugar na 9a edição da Copa do Mundo de Computação em Nova York, em julho de 2011. A aplicação transforma voz em língua de sinais (Libras) e vice-versa, permitindo uma comunicação fluente, em tempo real, entre surdos e não-surdos. A pessoa escreve a frase no programa e um avatar simula as libras para o surdo. A solução também funciona com a fala, que é convertida em Libras no mesmo instante. "Imagine daqui um tempo um plugin no MSN do ProDeaf ou na televisão onde o avatar converte em tempo real o que está sendo falado", comenta João Paulo Oliveira, diretor de negócios da Proativa, empresa responsável pelo desenvolvimento do ProDeaf.
O centro já está funcionando há um mês, mas hoje foi a inauguração oficial. Para saber mais http://www.microsoft.com/en-us/mtc/locations/saopaulo.aspx
Para conhecer o ProDeaf, assista o vídeo http://www.microsoft.com/en-us/mtc/locations/saopaulo.aspx
Helga Giovanna, Engenheira de Automação e ex-Presidente da ISA, nos envia essa matéria.
Luva-sonar para cegos tem projeto aberto

O projeto é totalmente aberto, baseando-se no bem-conhecido microcontrolador Arduino. [Imagem: Steve Hoefer]
Projeto com Arduino
Próteses robóticas, dispositivos biomecatrônicos e aparelhos controlados pelo pensamento costumam reunir o que há de mais avançado na tecnologia.
Mas isso não significa que eles precisem necessariamente custar dezenas ou até centenas de milhares de reais.
Esta é a proposta de Steve Hoefer, que acaba de apresentar sua mais nova invenção: uma luva-sonar capaz de guiar pessoas cegas, eventualmente substituindo os caros cães-guia.
O projeto é totalmente aberto, baseando-se no bem-conhecido microcontrolador Arduino.
Segundo Hoefer, a luva-sonar pode ser construída pelo equivalente a US$65,00, e todos os componentes podem ser encontrados no comércio.
Sonar para deficientes visuais
A luva possui sensores ultrassônicos, que emitem ondas sônicas inaudíveis. Microfones especiais captam o reflexo dessas ondas e o microcontrolador calcula o tempo decorrido entre sua emissão e seu retorno.
O microcontrolador então usa essa informação para controlar pequenos servo-motores, que giram para variar a pressão exercida sobre as costas da mão.
A pressão é pequena quando os objetos estão muito longe, e vai aumentando conforme eles vão ficando mais próximos.
O inventor pretende testar outras opções técnicas, com sensores infravermelhos e laser. [Imagem: Steve Hoefer]
O usuário usa essa pressão como um sentido de aproximação, podendo contornar os objetos, caminhando pelos ambientes de forma autônoma, sem necessidade de auxílio.
Segundo Hoefer, o equipamento tem um tempo de resposta muito pequeno, na faixa dos milissegundos, um alcance de 2 centímetros a 3,5 metros, e não exige treinamento: "Todos que a colocaram começaram a usá-la imediatamente," garante ele.
Infravermelho e laser
"Este é o primeiro protótipo público. Ele não é perfeito, mas funciona, e pode ser melhorado. Por exemplo, ele pode ser facilmente construído com a metade do tamanho, e as baterias comuns podem ser substituídas por baterias recarregáveis com um método de recarga amigável para os deficientes visuais, seja sem fios ou por um plugue com conexão magnética," disse o inventor.
Hoefer afirma que agora pretende desenvolver uma versão com sensores infravermelhos e filtros polarizadores. Uma versão high-tech poderia ser feita com lasers, segundo ele, com uma precisão muito maior, mas também a um custo muito mais elevado.
Uma outra possibilidade seria testar outros posicionamentos, uma vez que ficar com a mão sempre estendida não parece ser muito cômodo: eventualmente montar o dispositivo em um cinto ou em uma faixa peitoral possa dar melhores resultados.
O inventor disponibilizou instruções para quem quiser montar sua própria luva-sonar no endereço grathio.com - as instruções estão em inglês e são voltadas para pessoas com experiência em montagens eletrônicas.
Jovens em cargos de chefia são uma realidade; veja como evitar conflitos

Juliana Manzatto, que aos 21 anos ocupou pela primeira vez um cargo de chefia
CIEE disponibiliza teste gratuito que auxiliar estudantes a escolher a carreira ideal

Basta responder questões, dando notas de 0 a 4 sobre preferências, e o sistema te aponta um leque de opções de carreira
No ambiente “Estudantes” do portal do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), jovens do ensino médio, técnico e superior podem realizar um teste gratuito que ajuda a escolher uma carreira ou a conferir se o perfil deles é compatível com uma área já escolhida.
Trata-se de uma ferramenta de autoconhecimento denominada Indicador Brasileiro de Temperamentos para Adolescentes (IBTA). Basta preencher questões, dando notas de 0 a 4 sobre preferências de matérias na escola e sobre como lida com atividades rotineiras, entre outros aspectos.
Ao final do teste, o portal emite uma resposta imediata, relacionando o tipo de temperamento do participante a um leque de profissões e de personalidades que correspondem àquele modelo.
A avaliação foi elaborada pela pedagoga Maria da Luz Calegari, que estuda o assunto há mais de 20 anos e defende o conceito de que a essência da personalidade (visão de mundo, modo de fazer escolhas, interesses, valores e talentos naturais) está no temperamento do ser humano, que é inato. Faça o seu teste vocacional: http://www.ciee.org.br/
O tempo a favor do seu cérebro

Pessoas maduras usam de forma mais freqüente os dois hemisférios cerebrais
Três mulheres de provincetown, óleo sobre tela, Charles Hawthrone, c. 1921, Mead Art Museum, Amherst
A expectativa de vida aumentou significativamente. Há apenas um século a média nos países desenvolvidos era de 47 anos e agora está em 78; dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados no mês passado mostram que em três décadas o tempo médio de vida no país aumentou 11 anos. Por conta dessa mudança, a meia-idade tem sido reconhecida como um período extremamente produtivo. E, ao contrário do que por muito tempo os cientistas (e as pessoas em geral) acreditaram, o envelhecimento não é, necessariamente, sinônimo de decadência.
De fato algumas funções, como a área da memória responsável por recordar nomes, entram em declínio. Mas, ao mesmo tempo, a habilidade de formar juízos mais exatos sobre as pessoas e situações relacionadas a finanças, por exemplo, fica mais aguçada. Com o passar do tempo, as redes neurais constroem padrões de ligação que podem ser pensados como camadas entrelaçadas de conhecimentos que nos permitem reconhecer instantaneamente as semelhanças entre situações e discernir-las provavelmente com mais precisão do que teríamos na juventude.
Descobertas recentes mostram que o cérebro da meia-idade, em vez de desistir e ceder, adapta-se. À medida que envelhecemos, ele se torna mais ativo e áreas maiores são alocadas para solucionar problemas. Nesse momento, as pessoas que mais exercitam as aptidões cognitivas levam vantagem: são elas que melhor conseguem “reaprender” a usar suas habilidades. Em alguns casos, como constataram pesquisadores da Universidade Duke, as pessoas maduras começam a usar de forma mais frequente os dois hemisférios cerebrais, em vez de “privilegiar” um deles – um recurso chamado bilateralização. Especialmente aqueles que recrutam a força do poderoso córtex cerebral frontal desenvolvem o que os cientistas chamam de “reserva cognitiva”, uma proteção contra os efeitos do envelhecimento.
Esse recurso fornece os mais velhos, por exemplo, a chegar mais depressa ao ponto central de uma discussão do que os jovens, ou seja: captar a essência, avaliar a situação, sem agir de maneira precipitada. Essa reserva cerebral também pode afastar os primeiros sintomas externos de doenças como Alzheimer. E há fortes indícios de que algo simples como a educação – ou o trabalho – seria a chave para construir essa proteção cerebral para a vida inteira
Embora certamente tenha seus riscos aumentados com a velhice, a demência é uma doença específica. Se mantivermos um caminho normal de envelhecimento, sem grandes enfermidades, nosso cérebro poderá permanecer em condições relativamente boas. Agora que a ciência sabe que não perdemos milhões dessas células ao envelhecer, de repente parece plausível que, se olharmos com bastante atenção, descubramos maneiras mais fáceis de manter nossos neurônios em boa forma.
Celular fora do trabalho pode dar hora extra
Lei que altera CLT, sancionada pela presidente Dilma, acaba com distinção entre trabalho dentro da empresa e à distância. Advogados entendem que funcionário possa receber adicional por trabalho com mensagens fora do expediente...

Em tempos de popularização dos smartphones, uma lei que acaba com a distinção entre trabalho dentro da empresa e à distância, sancionada pela presidente Dilma Rousseff no final de 2011, já gera polêmica entre empregados e empregadores.
A legislação, que alterou a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), diz que o uso de celular ou e-mail para contato entre empresas e funcionários equivale, para fins jurídicos, às ordens dadas diretamente aos empregados.
De acordo com advogados especializados, a mudança abre espaço para que funcionários que usam o celular para trabalhar após o horário de expediente, por exemplo, recebam horas extras por isso.
Até agora, a legislação trabalhista colocava no mesmo patamar o trabalho no escritório e o feito de casa, mas não mencionava o uso de tecnologias que permitem que o funcionário possa produzir onde quer que esteja.
"A CLT foi promulgada em 1943, quando não havia os meios de comunicação atuais", diz a advogada trabalhista Aparecida Hashimoto, do Granadeiro Guimarães Advogados. "Mesmo que o funcionário atenda uma ligação por cinco minutos, ele está trabalhando. Deveria ter direito a receber."
É uma interpretação oposta à de entidades empresariais, como a CNI (Confederação Nacional da Indústria), que rebatem que o objetivo do projeto de lei do deputado Eduardo Valente, de 2004, que deu origem à mudança da CLT, era somente regular o trabalho à distância.
Ou seja, quando o funcionário tem acesso remoto inclusive ao sistema da empresa. "Para nós essa interpretação foi uma surpresa, porque o objeto, o sentido da lei era regular, garantir segurança, e não gerar insegurança", afirma Emerson Casali, gerente-executivo de Relações do Trabalho e Desenvolvimento Associativo da CNI.
REVISÃO
A mudança na legislação já faz com que o TST (Tribunal Superior do Trabalho) considere revisar uma súmula, de maio do ano passado, que estabelece que o uso de pagers ou celulares corporativos não caracteriza o "regime de sobreaviso".
Se o funcionário está de sobreaviso, a lei determina que a empresa pague a ele um terço do valor que desembolsaria na hora do expediente.
Com a alteração na CLT, o tribunal trabalha com três cenários possíveis para revisar a jurisprudência.
A primeira seria considerar o pagamento por regime de sobreaviso, um terço da hora trabalhada. A segunda seria considerar o contato via e-mail ou celular como hora normal de trabalho, e a terceira seria manter a súmula e não pagar nada a mais.
Third Rock: NASA lança rádio online oficial com rock e tecnologia

Emissora trará rock, anúncios da agência espacial e até vagas de emprego em empresas high-tech
A NASA, agência espacial dos Estados Unidos, fez um grande lançamento em dezembro de 2011 - e não foi nenhum foguete ou ônibus espacial. Trata-se de uma nova rádio online que se focará em novos artistas do rock.
Chamada de Third Rock Radio, a rádio promete "falar a língua dos jovens que gostam de tecnologia". Assim, além de tocar músicas de artistas como Gorillaz, Three Days Grace e Franz Ferdinand, a rádio fará anúncios sobre a própria agência e sobre vagas de emprego em empresas de tecnologia, engenharia e ciências.
Segundo um post feito no site da agência, o governo não arcará com nenhum custo, já que foi feito um acordo entra ambas as partes. A rádio contou com a colaboração da RFC Media, de Houston, EUA, para ser lançada. Assim, você poderá ouvir na Third Rock Radio uma grande variedade de artistas, de vários estilos e décadas.
Cruze, co-fundador e presidente da RFC Media, na Third Rock, afirma que os usuários poderão "ouvir novas músicas de rock de todos os tipos, incluindo uma galáxia inteira de novas músicas que são extremamente inexploradas pelas rádios comuns".
Para ouvir a Third Rock Radio da NASA: http://www.rfcmedia.com/thirdrockradio/
A agência também anunciou que, em breve, já estarão disponíveis os apps para iPhone e Android.
Campos submersa
Há 10 mil anos, tudo era água entre o litoral atual e a Serra do Imbé
Se fosse possível entrar em uma espécie de “tunel do tempo” e regredir até 10 mil anos atrás, grande parte dos campistas precisaria de um barco para se locomover. E os sanjoanenses, coitados, assim como os quissamãenses, jamais encontrariam vestígios de suas cidades. Pode parecer estranho, mas — acredite — houve um tempo em que a água do mar encobria praticamente tudo que existe hoje entre a Serra do Imbé e o litoral da região.
Para entender essa história é preciso regredir ainda mais no tempo. Tudo começou há cerca de 200 milhões de anos, quando a separação dos continentes sul-americano e africano — que até então formavam o super-continente denominado “Pangea” — deu origem ao oceano Atlântico. Com a separação, as rochas da região se soergueram, formando as cadeias de montanhas que hoje existem paralelas ao litoral brasileiro.
“Nessa época, o mar chegava até as montanhas. Mas, aos poucos, as chuvas foram originando um sistema de drenagem. Os rios transportavam os materiais erodidos das serras e dos tabuleiros da região e os depositavam nas partes baixas do novo relevo. E assim foi sendo crianda a Bacia Sedimentar de Campos, que na parte marinha deu origem ao petróleo e, na parte continental, originou os depósitos de argila”, explica a geóloga Maria da Glória Alves, pesquisadora do Laboratório de Engenharia Civil (LECIV) da UENF.
Primeiro, formou-se uma estreita faixa de terra — denominada “Formação Barreiras” — proveniente dos sedimentos trazidos das partes altas do continente pelos rios e canais. Um destes rios era o Paraíba, cuja formação data de 1,8 milhões de anos atrás. Naquela época, a planície ainda não estava formada, e o Paraíba desaguava no mar muito antes do local onde viria a existir a cidade de Campos.
O processo de evolução do Rio Paraíba divide as opiniões dos cientistas. Para o geólogo campista Alberto Ribeiro Lamego, os sedimentos trazidos pelo Paraíba foram formando uma faixa de terra perpendicular ao continente, criando dois golfos — o Golfo de Campos e o Golfo da Lagoa Feia. Segundo ele, há cerca de 10 mil anos, o Paraíba invadiu a baixada, indo desembocar na “laguna” de São Thomé. Geólogos modernos, no entanto, se contrapõem a esta teoria, por acreditarem que o rio não teria força suficiente para chegar tão longe, tendo que “brigar” com o mar. Para eles, foi preciso que o mar descesse para que o Paraíba pudesse, enfim, traçar sua trajetória.
Segundo Surguiu, por volta de 5.100 anos atrás, teria ocorrido o evento denominado “última transgressão marinha”. Até então, o mar ora subia, ora descia, mas depois deste evento, o mar nunca mais subiu. Com a descida do mar, formaram-se barras arenosas, criando no meio uma região protegida, de águas calmas, na qual o Paraíba ía depositando seus sedimentos. Sem o mar para brigar com ele, finalmente o Paraíba pôde seguir seu caminho. Movimentos tectônicos, ocorridos posteriormente, produziram um desvio de quase 90 graus em seu percurso, fazendo com que o rio passasse a desembocar em Atafona.
“Nos últimos 5 a 6 mil anos, formou-se a planície de inundação do Paraíba e, consequentemente, os depósitos de argila da região. A Lagoa Feia foi o que sobrou dessa história: ela é o resto do que não foi preenchido por sedimentos. Mas, no início, ela era cerca de 5 a 6 vezes maior do que é hoje. Tudo era água chegando até Campos”, diz Maria da Glória.
|
|
|||
|
|||